Pré-candidato ao Senado afirma que acionamento da PGR pela bancada do PSOL representa avanço na defesa do patrimônio nacional

Em entrevista, o pré-candidato ao Senado por Goiás, Humberto Chaves, se posicionou de forma crítica em relação à suposta venda de áreas com potencial de exploração de terras raras no estado durante a gestão do ex-governador Ronaldo Caiado. O tema ganhou repercussão após a bancada do PSOL na Câmara dos Deputados acionar a Procuradoria-Geral da República pedindo investigação sobre o caso.

Segundo Humberto, a iniciativa do partido representa “um avanço enorme na proteção das terras raras”, que ele classificou como patrimônio estratégico do Brasil. “Nós, enquanto parlamentares e enquanto partido, precisamos estar sempre dispostos a lutar pelo patrimônio do nosso país”, afirmou.

Durante a entrevista, o pré-candidato ampliou as críticas ao modelo de exploração de recursos naturais no estado e no país, citando preocupações com políticas ambientais e impactos sobre comunidades tradicionais. Ele mencionou temas como desmatamento, preservação de rios e a situação dos povos indígenas como parte de um cenário mais amplo de pressão sobre recursos naturais.

Chaves também direcionou críticas à atual gestão estadual, liderada pelo governador Daniel Vilela, e ao ex-governador Caiado. Segundo ele, ambos estariam atuando mais como intermediadores de interesses econômicos do que como defensores do patrimônio público. “Eles se posicionam como corretores, buscando gerar lucro para grandes empresas, muitas delas internacionais, em vez de proteger as riquezas do Estado de Goiás”, declarou.

O pré-candidato argumentou ainda que a priorização de grandes grupos econômicos prejudica empresas locais, pequenos comerciantes e trabalhadores. “As empresas de Goiás e os trabalhadores precisam de apoio tanto quanto as empresas que vêm de fora e exploram nossas riquezas”, disse.

Ao final, Chaves reforçou seu posicionamento político e prometeu atuação firme caso eleito. “Como pré-candidato ao Senado, estarei sempre à frente dessas lutas, em defesa do nosso patrimônio, do meio ambiente e das nossas terras raras. Situações como essa não podem acontecer”, concluiu.

O caso segue em análise após o acionamento da PGR, e o tema deve continuar no centro do debate político em Goiás, especialmente diante da relevância estratégica das chamadas terras raras para a economia global.

Deixe um comentário