Projeto do Centro Universitário UniAraguaia articula pedido por recursos públicos e soluções estruturais para associação em Goiânia

Um projeto de extensão do Centro Universitário UniAraguaia está mobilizando estudantes e instituições sociais em Goiânia com um objetivo direto: levar demandas reais ao poder público. A iniciativa envolve mais de 1.500 alunos e atua junto a diferentes entidades filantrópicas, ouvindo necessidades, levantando informações e transformando essas pautas em reivindicações formais.

Entre os casos acompanhados está o da Associação dos Idosos do Brasil, uma das instituições mais tradicionais da capital, que atualmente enfrenta dificuldades financeiras, estruturais e de segurança.

A proposta dos estudantes não é apenas relatar a situação, mas atuar como ponte entre a realidade das entidades e o Legislativo municipal. A partir das visitas, entrevistas e levantamentos, os alunos organizam as informações e apresentam aos vereadores pedidos concretos, principalmente relacionados à retomada de acesso a recursos públicos.

No caso da associação, a principal demanda é a reabertura de chamamento público que permita à instituição voltar a receber verbas para manutenção de suas atividades. Durante anos, o funcionamento foi viabilizado por meio de convênio com a Prefeitura, com recursos federais, mas esse modelo foi interrompido após a pandemia e não voltou a ser disponibilizado.

Sem essa fonte de financiamento, a entidade passou a enfrentar dificuldades para manter o espaço onde funciona há mais de 30 anos, mesmo tendo contrato vigente que garante sua permanência no imóvel por longo período.

Além da questão financeira, os alunos também identificaram relatos de insegurança por parte dos idosos atendidos, especialmente após mudanças no entorno da instituição. A situação impacta diretamente a frequência e o uso do espaço, que atende mais de 150 pessoas.

Diante desse cenário, o projeto de extensão atua para dar visibilidade institucional às demandas, organizando os pedidos de forma técnica e direcionando-os ao poder legislativo, que tem papel na fiscalização, na articulação política e na criação de caminhos para viabilizar soluções.

A iniciativa reforça o papel da universidade para além da sala de aula, conectando formação acadêmica com a realidade social e contribuindo para que demandas de entidades filantrópicas cheguem de forma estruturada aos espaços de decisão.

No Legislativo, a expectativa é que as reivindicações apresentadas pelos estudantes possam gerar encaminhamentos práticos, como a abertura de novos editais, revisão de políticas públicas e discussão sobre a destinação de recursos para instituições que atendem populações vulneráveis.

Enquanto isso, a Associação dos Idosos do Brasil segue funcionando com limitações, aguardando respostas que possam garantir não apenas a continuidade de suas atividades, mas também condições adequadas para atender a população idosa.

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