Pré-candidato à Presidência, Romeu Zema chama proposta trabalhista de populista e faz declarações duras contra integrantes do Supremo
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, Romeu Zema (Novo), elevou o tom do debate político ao comentar temas trabalhistas e fazer críticas diretas ao Supremo Tribunal Federal durante entrevista concedida em Goiânia.
Ao falar sobre propostas em tramitação no Congresso Nacional que discutem o fim da escala de trabalho 6×1, Zema classificou a iniciativa como “populismo”, principalmente por estar sendo debatida em ano eleitoral. Segundo ele, mudanças desse tipo deveriam ser tratadas fora de períodos de disputa política.
O pré-candidato defendeu uma flexibilização maior nas relações de trabalho, com diferentes cargas horárias e contratos mais adaptáveis, seguindo modelos adotados em outros países. A ideia, segundo ele, é permitir que trabalhadores e empregadores tenham mais liberdade para negociar jornadas semanais variadas.
Durante a entrevista, Zema também fez críticas contundentes a integrantes do Supremo Tribunal Federal. Sem apresentar provas no momento da fala, ele associou ministros a episódios envolvendo o chamado escândalo do Banco Master, que teve como figura central o empresário Daniel Vorcaro.
Entre os nomes citados pelo pré-candidato estão os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que foram alvo de críticas diretas. Zema utilizou termos fortes para se referir a eles, o que intensifica o tom político das declarações.
Em relação a Gilmar Mendes, o ex-governador mencionou uma decisão de 2009 envolvendo o médico Roger Abdelmassih, que havia sido libertado na ocasião por decisão do ministro.
Além das críticas, Zema apresentou propostas sobre mudanças no funcionamento do STF caso venha a ser eleito presidente. Entre elas, sugeriu a fixação de idade mínima de 60 anos para indicação de ministros e o fim das decisões monocráticas, que hoje permitem que um único magistrado tome decisões com impacto nacional.
O Supremo Tribunal Federal foi procurado, mas não havia se manifestado até a última atualização do caso.
As declarações reforçam o tom de pré-campanha e indicam uma estratégia de posicionamento mais direto em temas sensíveis, tanto na área econômica quanto institucional, num cenário em que diferentes propostas já começam a ganhar espaço no debate nacional.

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