Casos teriam ocorrido durante consultas em Goiânia e Senador Canedo; profissional teve registro suspenso e está proibido de atuar
Subiu para 20 o número de mulheres que denunciaram o médico Marcelo Arantes Silva por crimes sexuais durante atendimentos em Goiás. As denúncias foram registradas em Senador Canedo, com 11 casos, e em Goiânia, onde outras nove vítimas procuraram a polícia.
De acordo com a Polícia Civil de Goiás, os crimes teriam ocorrido entre 2017 e 2026, principalmente durante consultas e exames ginecológicos. O médico é investigado por estupro de vulnerável, considerando a condição das pacientes no momento dos atendimentos.
A delegada Amanda Menuci afirmou que o investigado utilizava a posição de autoridade para ganhar a confiança das vítimas antes de cometer os abusos. Segundo ela, o padrão de comportamento se repetia: inicialmente, consultas marcadas por condutas inapropriadas evoluíam para toques sem consentimento e perguntas íntimas.
As investigações apontam que os abusos aconteciam quando as pacientes estavam em posição ginecológica, o que, segundo a polícia, caracteriza situação de vulnerabilidade física e psicológica. Em alguns relatos, há menção à realização de exames sem luvas e abordagens invasivas sem justificativa médica.
Apesar da gravidade das acusações, o pedido de prisão preventiva foi negado pela Justiça. Ainda assim, foram impostas medidas cautelares, como a proibição de contato com as vítimas e a suspensão do exercício profissional.
O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás informou que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial e que todas as denúncias são apuradas sob sigilo, conforme determina o código de ética médica.
A clínica onde o profissional atuava em Goiânia informou que decidiu pelo desligamento imediato após tomar conhecimento das denúncias. Já a unidade em Senador Canedo declarou que o médico não integra o corpo clínico há mais de um ano e que está à disposição para colaborar com as investigações.
Em nota, a defesa do médico afirmou confiar na inocência do cliente e destacou que ele tem colaborado com a Justiça, além de já ter sido absolvido em um dos processos.
O aumento no número de denúncias ocorreu após novas vítimas procurarem a polícia, indicando que o caso pode ter dimensões ainda maiores. A Polícia Civil segue colhendo depoimentos e analisando provas para aprofundar as investigações.

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