Jovem grávida relata agressões, ofensas e falha no atendimento após procurar unidade com sangramento
Uma confusão dentro de uma unidade de saúde terminou em agressão física e denúncia policial em Santa Rosa de Goiás. Uma adolescente de 17 anos, que estava grávida de dois meses, e a primeira-dama do município, Maria Augusta Alves de Brito, se envolveram em uma briga dentro do hospital municipal após um desentendimento durante atendimento médico.
O caso aconteceu na noite do dia 16 de abril e foi registrado pela Polícia Civil como injúria e vias de fato. Segundo o boletim de ocorrência, a jovem procurou atendimento acompanhada do namorado, relatando sangramento intenso durante a gestação.
De acordo com o relato, diante da situação, a adolescente pediu encaminhamento para Goiânia, mas o médico plantonista avaliou que não havia necessidade naquele momento. A negativa teria gerado insatisfação e tensão no ambiente.
Ainda conforme a denúncia, a primeira-dama, que também atua como secretária de Saúde do município, estava no local e teria adotado uma postura considerada desrespeitosa pela jovem, com troca de ofensas verbais. A situação saiu do controle quando a adolescente se exaltou e avançou contra a gestora, dando início a uma briga com empurrões, tapas e socos.
A adolescente afirma que foi atingida no rosto durante a confusão. O episódio ganhou novos contornos com a chegada do prefeito, que, segundo a denúncia, também teria feito ofensas contra a jovem.
A reportagem tentou contato com a prefeitura e com a primeira-dama, mas não houve retorno até o momento. O espaço segue aberto para manifestações.
O caso não se limita ao episódio dentro do hospital. A mãe da adolescente, de 57 anos, também registrou ocorrência e relata que houve falha no atendimento médico mesmo diante de um quadro grave. Segundo ela, a filha acabou perdendo o bebê após o ocorrido.
A mulher afirma ainda que foi alvo de agressões fora da unidade de saúde. De acordo com o relato, um homem apontado como sobrinho do prefeito teria ido até sua residência para tirar satisfação e iniciado uma série de ofensas. Ao sair para tentar encontrar a filha, ela diz ter sido agredida com tapas e chutes.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que um homem para em frente à casa e grita ameaças relacionadas ao episódio no hospital, intensificando a tensão após a briga inicial.
A adolescente também relatou que, após a confusão, foi impedida de deixar o local por pessoas que estavam na unidade, sob a alegação de que a polícia havia sido acionada. Segundo ela, havia receio de novas agressões caso tentasse sair.
O caso agora será investigado pela Polícia Civil, que deve apurar tanto a conduta dos envolvidos na briga quanto possíveis falhas no atendimento médico e eventual omissão de socorro.
A situação levanta questionamentos sobre o ambiente dentro de unidades de saúde e os limites de atuação de agentes públicos em momentos de crise, especialmente quando envolve pacientes em situação de vulnerabilidade.

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