Investigado por esquema bilionário, influenciador é apontado como peça de estratégia de comunicação do grupo
O empresário Raphael Sousa Oliveira, de 31 anos, conhecido por ser responsável pela página Choquei, foi transferido para a Casa de Prisão Provisória (CPP), em Aparecida de Goiânia. A movimentação ocorreu dois dias após a prisão do influenciador, que inicialmente estava sob custódia na sede da Polícia Federal, na capital.
A prisão faz parte da Operação Narco Fluxo, deflagrada na última quarta-feira (15), que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas com movimentações que ultrapassam R$ 1,6 bilhão. Raphael foi detido em um complexo residencial de alto padrão no setor Jardim Goiás, em Goiânia.
Segundo a Polícia Federal, o papel do influenciador dentro da organização ia além de simples publicações. As investigações apontam que ele atuava como uma espécie de articulador de mídia, utilizando o alcance de suas plataformas para impulsionar conteúdos que favoreciam o grupo investigado.
Ainda conforme a apuração, Raphael teria recebido repasses financeiros do cantor MC Ryan SP com o objetivo de divulgar conteúdos estratégicos. Para os investigadores, essa atuação ajudava a construir uma imagem de normalidade e prestígio em torno das atividades do grupo, o que dificultava a identificação das irregularidades.
A situação do influenciador foi analisada durante audiência de custódia realizada na quinta-feira (16). Na ocasião, a Justiça decidiu manter a prisão, considerando que a liberdade poderia interferir no andamento das investigações.
Entre os pontos destacados está justamente o alcance digital do investigado. Para o Judiciário, a influência nas redes sociais poderia ser utilizada para impactar testemunhas, manipular informações ou até favorecer outros envolvidos no esquema.
Durante a operação, também foram apreendidos bens de luxo e documentos considerados relevantes para o andamento das investigações. O material deve ajudar a Polícia Federal a aprofundar a análise sobre o fluxo financeiro do grupo.
A defesa de Raphael sustenta que ele não tem envolvimento com atividades ilegais. Segundo os advogados, a relação com os demais investigados era exclusivamente profissional, restrita à prestação de serviços de publicidade e divulgação.
O caso segue em investigação e pode ter novos desdobramentos nos próximos dias, à medida que a Polícia Federal analisa os materiais apreendidos e aprofunda o rastreamento das movimentações financeiras.

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