Delegado da Polícia Civil e pré-candidato ao Senado por Goiás afirma que atuação ocorreu dentro da legalidade e critica denúncia apresentada pelo Ministério Público

O delegado da Polícia Civil de Goiás e pré-candidato ao Senado, Humberto Teófilo, informou nesta semana que foi denunciado pelo Ministério Público em razão de uma abordagem policial realizada durante averiguação de denúncias envolvendo supostos maus-tratos contra animais domésticos.

Segundo manifestação pública divulgada pelo delegado, a ação ocorreu no exercício regular de sua função, após o recebimento de informações sobre possíveis crimes relacionados ao sacrifício de animais.

De acordo com Humberto Teófilo, o procedimento foi posteriormente analisado pelo delegado responsável pela apuração, que concluiu pela inexistência de crime e sugeriu o arquivamento do caso. Ainda conforme relatado, o entendimento foi acompanhado pelo Ministério Público naquele momento, com o arquivamento sendo posteriormente determinado pelo Poder Judiciário.

O caso, no entanto, voltou a ser analisado após recurso apresentado pelos denunciantes. A instância superior do Ministério Público, então, decidiu pelo oferecimento da denúncia.

Em nota, o delegado afirmou ter recebido a decisão com “profunda tristeza e indignação” e criticou o que classificou como um precedente preocupante para a atuação das forças de segurança.

Segundo ele, medidas dessa natureza podem comprometer a autonomia e a segurança jurídica de profissionais que atuam diretamente no combate à criminalidade.

Humberto Teófilo também negou qualquer motivação religiosa na operação policial, rebatendo interpretações levantadas em torno do caso.

“Nunca houve qualquer motivação religiosa na atuação policial. O que existiu foi apenas o dever legal de averiguar denúncias formalizadas envolvendo possível prática criminosa”, afirmou.

O delegado ainda reforçou que denúncias relacionadas a maus-tratos contra animais precisam ser apuradas com rigor pelas autoridades competentes.

“Maus-tratos contra animais é crime e denúncias dessa natureza jamais podem ser ignoradas pelas forças de segurança”, destacou.

Até o momento, o Ministério Público não se pronunciou publicamente sobre as declarações do delegado. O caso seguirá tramitação no âmbito judicial.

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