Empresa afirma que continuará paralisação de linhas de produtos líquidos enquanto tenta concluir exigências apontadas pela agência reguladora. Anvisa segue recomendando que consumidores não utilizem determinados produtos da marca.

Ypê informou neste sábado que manterá suspensa parte da produção de sua fábrica de produtos líquidos mesmo após conseguir na Justiça a suspensão temporária da medida da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proibia a fabricação e comercialização de alguns itens da marca.

Segundo a empresa, seguem paralisadas desde quinta-feira as linhas responsáveis pela fabricação de lava-roupas líquidos, lava-louças líquidos e desinfetantes com número de lote final 1, citados na resolução da Anvisa. A decisão judicial favorável obtida pela empresa nessa sexta-feira congelou temporariamente os efeitos da determinação da agência reguladora até uma nova manifestação oficial da Anvisa.

Apesar disso, a própria Ypê afirmou que decidiu manter a paralisação das atividades para acelerar a implementação das medidas exigidas durante a última fiscalização sanitária. Em nota, a empresa declarou que a suspensão voluntária busca agilizar “o cronograma e a conclusão de medidas apontadas pela Anvisa”.

O caso ganhou repercussão nacional após a Anvisa apontar irregularidades em produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquido e desinfetantes. Mesmo com a decisão judicial suspendendo os efeitos da restrição, a Anvisa divulgou comunicado recomendando que consumidores evitem utilizar os produtos envolvidos até que haja nova definição sobre a situação.

A crise provocou preocupação entre consumidores e ampliou a pressão sobre a empresa, uma das marcas mais populares do setor de limpeza doméstica no Brasil. Na nota enviada à imprensa, a Ypê reforçou que mantém “colaboração máxima com as autoridades” e afirmou que trabalha para uma solução definitiva “o mais breve possível”.

A empresa também destacou que seu compromisso principal segue sendo “a segurança e a saúde dos consumidores”. O episódio abriu um novo embate entre empresa, órgãos reguladores e consumidores, especialmente diante da divergência entre a decisão judicial e a orientação pública mantida pela Anvisa.

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