Deputados do PL trocaram acusações, xingamentos e ameaças durante sessão no plenário; Polícia Legislativa precisou intervir para evitar confronto físico
A sessão plenária da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) desta quinta-feira (7/5) terminou antes do previsto após um intenso bate-boca entre os deputados estaduais Major Araújo (PL) e Amauri Ribeiro (PL). A discussão elevou o clima de tensão no plenário Iris Rezende e mobilizou a Polícia Legislativa, que precisou escoltar os parlamentares por saídas diferentes para evitar que a situação evoluísse para agressões físicas.
O confronto entre os dois deputados ocorreu em meio a divergências internas dentro do Partido Liberal em Goiás e expôs mais uma vez o desgaste político entre integrantes da sigla, especialmente em torno da pré-candidatura do senador Wilder Morais ao governo estadual em 2026.
A sessão durou cerca de 30 minutos e foi marcada por provocações, acusações pessoais e troca de ofensas de baixo calão. O embate começou quando Major Araújo utilizou a tribuna para criticar Amauri Ribeiro, acusando o colega de agir contra integrantes do próprio partido.
Durante o discurso, Major Araújo chamou Amauri de “Joice Hasselmann do PL” e utilizou o termo “direita trans” ao questionar o posicionamento político do deputado dentro da legenda. As declarações ocorreram após Amauri Ribeiro criticar publicamente o senador Wilder Morais pela ausência em uma votação considerada estratégica pela oposição ao governo federal no Senado.
Ao defender Wilder Morais, Major Araújo também insinuou proximidade de Amauri Ribeiro com o governo estadual ao citar familiares do deputado que ocupam cargos públicos, associando o parlamentar ao grupo político do governador Ronaldo Caiado.
Amauri Ribeiro reagiu imediatamente às acusações ainda do plenário e rebateu o colega chamando-o de “soldadinho de brinquedo”. O deputado afirmou que precisou cancelar compromissos para comparecer à sessão e responder pessoalmente às críticas feitas pelo correligionário.
“Tive que desmarcar agenda para responder suas canalhices”, afirmou Amauri durante a discussão.
Com os ânimos exaltados, o debate rapidamente saiu do campo político e passou para ataques pessoais. Segundo relatos de bastidores, os deputados chegaram a trocar ameaças de morte durante a confusão.
Diante do clima de instabilidade, o presidente da Alego, Bruno Peixoto (UB), decidiu encerrar a sessão plenária para evitar novos confrontos no plenário.
A origem da crise começou ainda na quarta-feira (6/5), quando Amauri Ribeiro criticou Wilder Morais por não participar de uma votação envolvendo Jorge Messias em discussão ligada ao Supremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Major Araújo saiu em defesa do senador e pediu direito de resposta durante a sessão.
Amauri, que acompanhava os trabalhos legislativos remotamente naquele momento, afirmou que retornaria à Assembleia apenas para responder o deputado frente a frente.
Antes do novo bate-boca desta quinta-feira, Amauri chegou a dizer na tribuna que acompanharia Wilder Morais em uma agenda na Tecnoleite e destacou que Major Araújo não havia sido convidado para o evento, o que ampliou ainda mais o clima de provocação entre os parlamentares.
A rivalidade entre Major Araújo e Amauri Ribeiro não é recente. Em 2021, os dois deputados já haviam protagonizado outra discussão acalorada dentro da Assembleia Legislativa, situação que também terminou com o encerramento antecipado de uma sessão plenária.
O episódio desta quinta-feira voltou a evidenciar o cenário de forte polarização política dentro da Alego e as disputas internas que vêm crescendo no PL de Goiás às vésperas das articulações eleitorais para 2026.

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