Senador cobrou respostas objetivas sobre a prisão de Daniel Vorcaro, questionou supostas ligações envolvendo ministros e voltou a afirmar que o Supremo enfrenta uma grave crise de credibilidade junto à população

A sabatina que avaliava a indicação de Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal foi marcada por momentos de forte tensão após o senador Cleitinho protagonizar um duro embate ao questionar o indicado sobre a prisão de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, e sobre denúncias que, segundo o parlamentar, levantam dúvidas sobre a conduta ética de integrantes da mais alta Corte do país.

Durante sua fala, Cleitinho insistiu para que o sabatinado respondesse de forma objetiva se considerava que Vorcaro deveria continuar preso, diante das acusações envolvendo uma suposta fraude bilionária e da possibilidade de eventuais delações que poderiam atingir autoridades.

“Você não acha que isso é imoral? Sim ou não?”, disparou o senador ao cobrar posicionamento direto sobre o caso e sobre episódios que, segundo ele, envolvem ministros do STF e relações com o Banco Master.

Messias, no entanto, evitou responder de maneira categórica. Alegando prudência jurídica e respeito ao cargo para o qual estava sendo avaliado, afirmou que não poderia antecipar qualquer julgamento.

“Caso aprovado por vossas excelências, eu não posso antecipar o meu julgamento”, respondeu.

A negativa ampliou a pressão de Cleitinho, que aproveitou o momento para fazer duras críticas ao Supremo Tribunal Federal, afirmando que a Corte atravessa uma crise de confiança institucional.

Segundo o senador, parte significativa da população brasileira já não deposita credibilidade no STF. Em seu pronunciamento, ele citou supostos episódios envolvendo ministros e relações indiretas com o Banco Master, além de questionar o que classificou como disparidade de tratamento em decisões judiciais.

Cleitinho também reforçou sua postura de independência política e afirmou não possuir compromissos que limitem sua atuação parlamentar.

“Eu não tenho rabo preso com ninguém. Quando achar que está errado, vou me posicionar”, declarou.

Ao responder às críticas, Messias preferiu centrar sua defesa na própria trajetória pessoal e profissional. Disse que sua conduta é pautada por princípios éticos aprendidos desde a infância e garantiu que responderia exclusivamente por seus próprios atos.

A sabatina, que acabou rejeitada, expôs mais uma vez o ambiente de polarização em torno das indicações ao Supremo e recolocou em debate temas como transparência, independência judicial e a necessidade de fortalecimento da confiança pública nas instituições.

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