Animal teve infecção generalizada causada pelas queimaduras; suspeito alegou que agiu para proteger uma criança

cachorro que teve o corpo queimado com gasolina em uma oficina mecânica em Aparecida de Goiânia não resistiu aos ferimentos e morreu após uma semana internado em estado grave. O caso, que já havia causado forte comoção, ganhou um desfecho ainda mais triste com a confirmação da morte do animal.

Conhecido como Rolley, o cão morreu na sexta-feira (17). De acordo com o atestado de óbito, ele sofreu uma parada cardiorrespiratória após desenvolver um quadro de choque séptico  uma infecção generalizada causada pelas queimaduras graves.

O crime aconteceu no dia 9 de abril, no bairro Sítios Santa Luzia, na Região Metropolitana de Goiânia. Segundo a Polícia Civil, o principal suspeito é um mecânico que trabalhava em uma borracharia da região. Ele chegou a ser preso em flagrante por maus-tratos qualificado, mas foi solto posteriormente após decisão judicial por meio de habeas corpus.

De acordo com o delegado responsável pelo caso, Henrique Berocan, o suspeito alegou que teria ateado fogo no animal para proteger uma criança. No entanto, as investigações indicam que não havia sinais de ataque que justificassem uma ação tão extrema.

Rolley foi levado a uma clínica veterinária no dia seguinte ao ocorrido, já com queimaduras de segundo e terceiro grau. O quadro era considerado crítico desde o início. Durante o período de internação, ele passou por procedimentos intensivos, incluindo uma cirurgia para retirada de tecidos necrosados.

Durante a operação, os veterinários constataram que as lesões eram ainda mais extensas do que o inicialmente avaliado. As queimaduras atingiam grande parte do corpo, incluindo o abdômen e a região frontal do tórax, comprometendo significativamente as chances de recuperação.

A sequência dos fatos começou quando o cachorro fugiu de casa no momento em que o tutor saía de bicicleta. Ao perceber o desaparecimento, o dono iniciou buscas pela vizinhança e recebeu a informação de que um animal com as mesmas características havia sido vítima de maus-tratos.

Com apoio da Polícia Militar, o tutor conseguiu localizar o cão já ferido. O estado em que o animal foi encontrado chocou moradores e mobilizou rapidamente as autoridades.

Durante a investigação, outras pessoas relataram que o cachorro teria se envolvido em uma situação com uma mulher e duas crianças. No entanto, conforme apuração policial, nenhum dos envolvidos apresentava ferimentos, o que levanta questionamentos sobre a justificativa apresentada pelo suspeito.

O caso segue sob investigação e deve ter desdobramentos na Justiça. A morte do animal reforça o debate sobre a gravidade dos crimes de maus-tratos e a necessidade de punições mais rigorosas.

Casos como o de Rolley evidenciam uma realidade que ainda persiste em diversas regiões: a violência contra animais, muitas vezes tratada com banalidade, mas que gera indignação crescente na sociedade. A repercussão do caso mostra que há uma cobrança cada vez maior por responsabilização e por medidas que evitem que situações como essa se repitam.

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