Estrutura de 3,3 mil m² operava como centro logístico sem autorização e armazenava milhares de itens

Um galpão de grande porte que armazenava produtos da marca WePink foi interditado em Anápolis após uma operação conjunta de diversos órgãos de fiscalização. A estrutura, localizada na Avenida Brasil Sul, no bairro São João, funcionava sem a documentação obrigatória e foi classificada como irregular pelas autoridades.

A ação envolveu equipes da Vigilância Sanitária, Posturas do município, Polícia Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros, além das polícias Civil e Militar. O prefeito de Anápolis, Márcio Corrêa, também acompanhou a operação no local.

Com aproximadamente 3.300 metros quadrados, o galpão abrigava uma grande quantidade de mercadorias, entre suplementos alimentares, produtos de higiene e cosméticos. Entre os itens encontrados estavam shampoos, perfumes, desodorantes e body splashes ligados à marca WePink, conhecida nacionalmente.

Segundo os fiscais, os produtos estavam empilhados por praticamente toda a extensão do imóvel, levantando preocupações quanto às condições de armazenamento e segurança. A ausência de controle sanitário adequado também chamou atenção das equipes.

O espaço está registrado no nome de uma empresa identificada como TP Distribuição. No momento da fiscalização, não havia responsável legal presente, apenas funcionários, que informaram que o local funcionava como um entreposto logístico. De lá, os produtos eram distribuídos para pelo menos 20 estados brasileiros.

Todo o material foi apreendido e permanecerá no local até que o responsável apresente um destino regularizado para os itens. Um processo administrativo foi aberto, e o valor da multa ainda será definido pelas autoridades competentes.

Entre as irregularidades apontadas estão a falta de certificado do Corpo de Bombeiros, ausência de licença ambiental, alvará de funcionamento da prefeitura, autorização da Vigilância Sanitária e a Autorização para Funcionamento de Empresa (AFE), exigida pela Anvisa.

Outro ponto crítico identificado durante a vistoria foi a inexistência de comprovação de dedetização ou qualquer medida preventiva contra pragas, como ratos e baratas, o que agrava ainda mais a situação sanitária do local.

As autoridades também não conseguiram determinar há quanto tempo o galpão operava de forma irregular, já que não houve qualquer comunicação prévia aos órgãos de fiscalização sobre o início das atividades.

O caso levanta discussões sobre controle logístico, responsabilidade sanitária e fiscalização no armazenamento de produtos que chegam diretamente ao consumidor final. A investigação segue em andamento.

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