Operação Perséfone cumpre mandados em nove cidades de seis estados; investigação revelou estrutura criminosa com indícios de lavagem de dinheiro e distribuição interestadual de drogas

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a Operação Perséfone, uma ofensiva de grande escala contra uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico interestadual de drogas e em esquemas de lavagem de dinheiro em diversas regiões do país.

Ao todo, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva em cidades de Goiás, Bahia, Pará, Tocantins, Ceará e Mato Grosso. As ações ocorreram simultaneamente em Goiânia, Alagoinhas, Luís Eduardo Magalhães, Salvador, Redenção, Marabá, Porto Nacional, Fortaleza e Rondonópolis.

A investigação teve início após uma apreensão considerada estratégica pela Polícia Federal: 466,8 quilos de cocaína encontrados escondidos em meio a uma carga de melancias. O caminhão foi interceptado no município de Campinaçu, no norte de Goiás, em outubro de 2025.

Segundo os investigadores, a partir da apreensão foi possível identificar uma rede criminosa altamente organizada, com divisão de funções entre os integrantes, logística estruturada para transporte da droga e movimentações financeiras consideradas incompatíveis com atividades lícitas.

Durante o cumprimento de um dos mandados em um galpão na cidade de Alagoinhas, na Bahia, os agentes localizaram cerca de 300 quilos de cocaína abandonados. O novo flagrante reforçou a suspeita de que o grupo utilizava entrepostos e cargas aparentemente comuns para despistar a fiscalização policial.

A PF informou que documentos, celulares, computadores e outros materiais apreendidos serão analisados e incorporados ao inquérito, que busca identificar todos os envolvidos no esquema criminoso e o caminho utilizado pela droga até os centros de distribuição.

A operação evidencia mais uma vez o avanço das organizações criminosas interestaduais e o uso cada vez mais sofisticado de rotas clandestinas e cargas comerciais para abastecer o tráfico no Brasil. O caso chama atenção não apenas pelo volume de cocaína apreendido, mas também pela estrutura financeira montada para sustentar a atividade ilegal.

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