Jornalista critica investimento de R$ 40 milhões sem aval do conselho e levanta questionamentos sobre gestão em Aparecida de Goiânia

O jornalista Alexandre Garcia chamou atenção para o caso envolvendo o AparecidaPrev, em Aparecida de Goiânia, ao destacar a aplicação de cerca de R$ 40 milhões dos servidores municipais em fundos ligados ao Banco Master, operação que hoje está sob investigação da Polícia Federal.

Segundo Garcia, o investimento foi realizado sem a devida consulta ao conselho do instituto de previdência, o que levanta sérios questionamentos sobre a legalidade e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos. Ele apontou ainda que a decisão partiu da cúpula administrativa da época, incluindo o então secretário da Fazenda, que também ocupava função de direção no próprio instituto.

O jornalista também fez uma crítica direta à forma como o caso vem sendo noticiado por parte da imprensa nacional. Para ele, há erro conceitual ao tratar o ente público como “cidade”, quando, juridicamente, quem possui personalidade legal é o município, responsável direto pela gestão e aplicação dos recursos previdenciários.

A operação citada por Garcia ocorreu em 2024 e passou a ser alvo de investigação após indícios de irregularidades na aplicação financeira. Entre os pontos apurados estão a ausência de autorização formal, possível exposição indevida a risco e a falta de transparência no processo decisório.

A Polícia Federal já realizou diligências no município e apura a conduta de ex-gestores, incluindo nomes ligados à administração anterior de Aparecida de Goiânia como Vilmar Mariano ex-prefeito e Einsten Paniago. O caso se insere em um contexto mais amplo de investigações envolvendo fundos de investimento e possíveis fraudes no sistema financeiro.

Com o avanço das investigações, o episódio aumenta a pressão por maior rigor na gestão de fundos previdenciários municipais e reforça o alerta sobre decisões que podem comprometer o futuro financeiro de milhares de servidores públicos.

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