Líder russo alega resposta a ataques com armamentos dos EUA e do Reino Unido

foto(reprodução instagram)

O presidente Vladimir Putin anunciou nesta quinta-feira (21) que a Rússia realizou um disparo experimental do míssil balístico hipersônico Oreshnik contra uma instalação militar na cidade ucraniana de Dnipro. Segundo o líder russo, o alvo foi a fábrica Yuzhmash, como retaliação a recentes ataques ucranianos em território russo com armas fornecidas pelos EUA e pelo Reino Unido.

Durante um discurso televisionado, Putin afirmou que o uso do míssil é parte da resposta russa aos planos ocidentais de fabricar e posicionar mísseis de médio e curto alcance na Europa. Ele enfatizou que, em caso de escalada, a Rússia responderá “de maneira decisiva e simétrica“.

Relatos sobre o míssil e seu impacto estratégico

Informações iniciais da Ucrânia sugeriram que o armamento utilizado poderia ser um míssil balístico intercontinental (ICBM), projetado para ataques nucleares de longa distância. No entanto, autoridades americanas identificaram o artefato como um míssil balístico de médio alcance (IRBM), com alcance entre 3.000 e 5.500 km.

Especialistas, como Fabian Hoffmann, da Universidade de Oslo, destacaram que o mais significativo foi o uso de uma carga MIRVed (veículos de reentrada múltipla e independente), associada a armamentos nucleares, o que reforça a dimensão estratégica do ataque.

Ameaças ao Ocidente

Putin aproveitou o discurso para emitir ameaças diretas contra os EUA e o Reino Unido, afirmando que a Rússia poderia atacar países que fornecem armas de longo alcance à Ucrânia. Ele também alegou que os sistemas de defesa ocidentais não seriam capazes de interceptar mísseis avançados como o Oreshnik.

O presidente russo acrescentou que Moscou emitirá avisos prévios antes de realizar ataques futuros, permitindo que civis deixem as áreas de risco.

A escalada do conflito marca um novo nível de tensão, com a introdução de armamentos mais sofisticados e ameaças explícitas contra países ocidentais, aumentando a preocupação sobre uma possível ampliação do confronto.

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