Atriz destaca a importância de discutir o tema e romper tabus sobre a fase da vida da mulher

Mônica Martelli compartilha experiências com a menopausa – Foto: Henrique Tarricone/Instagram

nesta sexta-feira, 18, o especial CARAS Talk, reunindo figuras públicas e anônimas para discutir uma fase crucial da vida da mulher. O evento busca promover conhecimento e a troca de experiências sobre a menopausa, ainda considerada um tabu em 2024.

Durante sua participação, a atriz Mônica Martelli, de 56 anos, celebrou a iniciativa da revista e compartilhou detalhes de sua própria vivência. Ela enfatizou a necessidade de abrir o diálogo sobre a menopausa, ressaltando que, na sociedade atual, a velhice é muitas vezes associada ao tema. “Que bom que a gente está aqui falando sobre menopausa, é muito importante cada vez mais a gente falar, a gente precisa de conhecimento sobre a menopausa“, afirmou Martelli, destacando o estigma que ainda cerca essa fase.

A atriz abordou como a cultura em que vivemos valoriza a mulher pela sua fertilidade e juventude, tornando a menopausa um momento que é frequentemente visto como um fim de ciclo. “A gente cresceu numa cultura onde o valor da mulher sempre esteve associado ao corpo e a ser fértil. Quando chegamos nessa fase da vida, parece que estamos no final, já não temos mais vida ativa, produtiva, mas isso não é verdade“, disse ela. Martelli lembrou que, com a expectativa de vida atual, as mulheres podem viver até 40 anos após a menopausa e que é fundamental encarar essa fase com compreensão e aceitação.

Ela também falou sobre as mudanças físicas que acompanham a menopausa, como alterações hormonais, perda de massa muscular e mudanças na distribuição de gordura. Embora a gravidez natural se torne difícil nessa fase, Mônica destacou que a medicina reprodutiva, como a Fertilização In Vitro, pode oferecer esperança para aquelas que desejam ser mães.

Martelli compartilhou sua experiência pessoal, revelando que passou por dificuldades ao entrar na menopausa aos 49 anos e que, inicialmente, não pôde fazer terapia de reposição hormonal devido ao histórico de câncer de mama em sua família. No entanto, ela encontrou soluções e hoje faz terapia hormonal, acreditando que cada mulher deve entender o que está passando e buscar ajuda. “O conhecimento nos liberta. Eu desejo pra mim e pra todos vocês que a gente converse cada vez mais sobre a menopausa, que a gente fale cada vez mais pra entender o que acontece com o nosso corpo“, concluiu.

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