Investigações revelam participação de ex-gestoras e empresa contratada em desvio de verbas públicas; atualmente, elas não atuam mais na prefeitura de Faina

As investigações que abalaram a administração pública de Faina, Goiás, voltaram a ganhar destaque com um novo processo de improbidade administrativa instaurado em 2024. Clezia Silvia Menezes Gonçalves, ex-secretária de saúde, e outras servidoras ligadas à prefeitura, Bárbara Arruda Guimarães, Dheyse Correia Lopes e Izisplicila Zago, estão sendo investigadas por participação em um esquema de desvio de verbas públicas destinadas ao pagamento de plantões de saúde. Segundo o Ministério Público de Goiás (MP-GO), as servidoras recebiam verbas referentes a plantões que não foram devidamente prestados.

mesmo com tantos processos, Clezia Silvia Menezes Gonçalves corre o risco dela virar primeira dama de Araguapaz, onde seu marido concorre a prefeito nessas eleições.

Situação Atual das Envolvidas

De acordo com as informações mais recentes, nenhuma das investigadas está atualmente ocupando cargos na prefeitura de Faina. Após o início das investigações, Clezia Silvia foi afastada do cargo de secretária de saúde, e não exerce mais funções públicas no município. Da mesma forma, as demais envolvidas, incluindo Izisplicila Zago, sócia da empresa Toia Serviços de Enfermagem Ltda, também não estão mais vinculadas à administração pública.

Toia Serviços de Enfermagem Ltda, contratada pela prefeitura para fornecer serviços de plantões de enfermagem, está no centro das investigações por irregularidades no contrato. O vínculo da empresa com a prefeitura foi suspenso judicialmente, após ser constatado que os valores pagos pelo município não condiziam com os serviços efetivamente realizados. A empresa é citada como parte crucial no esquema, já que teria facilitado o enriquecimento ilícito das servidoras envolvidas.

O Esquema de Desvio de Verbas

As investigações apontam que houve uma discrepância significativa entre os serviços de plantão registrados e os valores pagos às servidoras e à empresa. A falta de comprovação dos serviços prestados, junto ao grande volume de verbas recebidas, levou o MP-GO a instaurar um inquérito civil público. Além disso, os contratos firmados entre a Toia Serviços de Enfermagem Ltda e o município de Faina estão sendo auditados, com a suspeita de que as práticas fraudulentas envolvem também empresas de fachada.

Histórico de Corrupção e Processos Anteriores

A trajetória de Clezia Silvia Menezes Gonçalves já inclui outras investigações e processos judiciais. Em *2013, ela foi alvo de um processo por improbidade administrativa e desvio de verbas no município de Araguapaz-GO, onde também atuava como secretária de saúde. Entre os processos mais graves está uma ação penal de 2017, que a acusa de participar de uma organização criminosa responsável por fraudar licitações públicas em Goiás. A ação foi movida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), resultando em diversas condenações contra outros envolvidos.

O caso mais recente, de 2016, também envolve a prática de fraudes em licitações, com base na Lei de Licitações (Lei 8.666/93). Essas acusações, somadas aos novos fatos de 2024, reforçam o padrão de corrupção e má-gestão que tem marcado a trajetória de Clezia e suas cúmplices.

Cúmplices e Desdobramentos

Nos processos anteriores, além de Clezia, outras servidoras e empresários foram citados como cúmplices nos esquemas de desvio de recursos públicos. Em alguns casos, empresas contratadas pela prefeitura, como a Toia Serviços de Enfermagem Ltda, tiveram contratos anulados e foram alvos de ações penais e civis.

Em termos de indenizações, as condenações anteriores resultaram na determinação de devolução de recursos desviados e no pagamento de indenizações que ultrapassaram R$ 500 mil, além da suspensão dos direitos políticos de alguns dos envolvidos. Essas sanções foram aplicadas com o objetivo de reparar os danos ao erário público e impedir que os envolvidos continuem ocupando cargos públicos.

Expectativas Finais

Com o novo processo de 2024, a expectativa é de que mais medidas punitivas sejam aplicadas, incluindo o bloqueio de bens e outras sanções contra as envolvidas. O Ministério Público de Goiás também indicou que pretende aprofundar as investigações para descobrir outras possíveis ramificações do esquema e garantir a devolução dos valores desviados aos cofres públicos.

O caso continua sendo monitorado pelas autoridades e pela população de Faina, que aguarda por justiça e por um desfecho que possa servir de exemplo para coibir a corrupção na administração pública.

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