Ex-presidente confirma que PF esteve em sua casa para confiscar passaporte e celular de assessor

O ex-presidente Jair Bolsonaro tornou-se alvo da Operação Tempus Veritatis, conduzida pela Polícia Federal (PF), que investiga uma suposta organização criminosa envolvida em uma tentativa de “golpe de Estado” para mantê-lo no poder após sua derrota nas eleições de 2022.
Em declaração à coluna, Bolsonaro confirmou que agentes da PF estiveram em sua residência de veraneio em Angra dos Reis (RJ) na manhã desta quinta-feira (8/2) para confiscar seu passaporte. Segundo o ex-presidente, a PF estabeleceu um prazo de 24 horas para que ele entregue o documento, atualmente guardado em Brasília.
Bolsonaro relatou que também foi alvo de uma medida cautelar restritiva. O mandado emitido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) proíbe o ex-presidente de manter contato com outros investigados pela operação, mesmo que seja por meio de advogados.
A PF também cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa de Tércio Arnaud, assessor do ex-presidente, que estava presente na residência em Angra. O celular de Tércio foi apreendido pelos policiais, conforme informou Bolsonaro.
Ao todo, nesta quinta-feira, a polícia executou 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão. Essas ações ocorreram nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

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