Prefeito Sandro Mabel anunciou que novo grupo de proprietários pretende investir no edifício da Avenida Araguaia e disponibilizar unidades pelo Airbnb. Ainda não há previsão para início das obras.

O prédio cilíndrico abandonado há cerca de 30 anos no Centro de Goiânia deve ganhar uma nova destinação e ser transformado em apartamentos para aluguel por temporada. O anúncio foi feito pelo prefeito Sandro Mabel nesta terça-feira (20). Segundo ele, um novo grupo de proprietários pretende investir na conclusão e adaptação do edifício, localizado na esquina da Avenida Araguaia com a Rua 2.

A proposta é disponibilizar os apartamentos por meio de plataformas de hospedagem, como o Airbnb. Apesar do anúncio, ainda não foram divulgados o cronograma das obras, a quantidade de unidades previstas, os valores das diárias ou a data em que os imóveis poderão começar a receber hóspedes.

De acordo com Mabel, laudos técnicos indicam que a estrutura do prédio apresenta boas condições. A informação deverá servir de base para o planejamento da retomada do projeto, que permanece inacabado desde a década de 1990.

A possível recuperação do edifício ocorre após anos de abandono e reclamações relacionadas à segurança, ao acúmulo de lixo e à ocupação irregular do espaço. A Prefeitura de Goiânia já havia adotado medidas administrativas para cobrar providências dos responsáveis pelo imóvel.

Imóvel foi projetado para receber laboratório e consultórios

O prédio tem um formato cilíndrico que se tornou uma característica marcante da paisagem urbana daquela região do Centro. O projeto foi elaborado em 1991, com um desenho inspirado em um parafuso, e previa a instalação de um laboratório e consultórios.

As obras, porém, foram interrompidas no fim de 1995. Desde então, o edifício permaneceu inacabado e sem a destinação inicialmente planejada, acumulando aproximadamente três décadas de abandono.

Ao longo desse período, o imóvel passou a chamar a atenção não apenas pela arquitetura incomum, mas também pelas condições de conservação e pelos problemas associados à falta de utilização e manutenção.

A perspectiva de retomada das obras abre a possibilidade de dar uma nova função ao espaço, agora voltada à hospedagem temporária. A concretização do projeto, entretanto, depende de medidas que ainda não foram detalhadas publicamente pelos proprietários.

Prefeitura cobrou medidas de segurança

Antes do anúncio sobre a futura utilização do prédio, a administração municipal havia autuado e notificado os responsáveis pelo imóvel em razão de problemas relacionados à conservação e à segurança.

Segundo a Prefeitura, os antigos responsáveis foram autuados duas vezes por não adotarem providências consideradas necessárias para proteger o local. Entre as medidas exigidas estão o reforço dos muros, a instalação de portões e concertinas e a adoção de cuidados de higiene e conservação.

O imóvel também foi alvo de preocupação devido ao acúmulo de resíduos e à presença de pessoas em situação de ocupação irregular. Relatórios da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana contribuíram para as providências adotadas pelo município.

Equipes da Guarda Civil Metropolitana e da assistência social estiveram no endereço para acompanhar a situação e oferecer encaminhamentos às pessoas que utilizavam o edifício como abrigo. A atuação incluiu a oferta de acesso a serviços municipais de assistência.

A eventual recuperação do prédio poderá alterar esse cenário, mas ainda não foram divulgados detalhes sobre como será feita a transição entre a situação atual e o início de uma possível reforma.

Outros prédios abandonados estão no radar

Sandro Mabel também afirmou que pretende buscar soluções para outros edifícios sem utilização em Goiânia. Entre os imóveis mencionados está um prédio localizado na esquina da Avenida Assis Chateaubriand com a Avenida Portugal, no Setor Oeste.

O prefeito, porém, não apresentou detalhes sobre quais medidas poderão ser adotadas nesse endereço nem informou se já existem negociações para uma eventual recuperação.

A discussão sobre imóveis abandonados envolve desafios relacionados à conservação das estruturas, à segurança dos espaços e ao aproveitamento de áreas urbanas já consolidadas. A definição de novos usos pode contribuir para a ocupação desses locais, desde que os projetos avancem e atendam às exigências aplicáveis.

Programa para estimular moradia no Centro

O anúncio sobre o prédio redondo também ocorre enquanto a Prefeitura prepara o programa Venha Morar no Centro. Segundo Mabel, a iniciativa está na fase final de regulamentação, mas ainda depende de providências para começar a ser implementada.

O programa é apresentado pela administração municipal como parte das ações voltadas à ocupação da região central. Até o momento, porém, não foram detalhados, nas informações divulgadas sobre o edifício, os eventuais benefícios do programa para o empreendimento ou se o projeto de apartamentos para aluguel por temporada terá alguma vinculação formal com a iniciativa.

A transformação do prédio em unidades de hospedagem poderá representar uma nova etapa para um imóvel que permaneceu inacabado por décadas. A retomada efetiva, contudo, ainda depende da apresentação do projeto, da definição dos prazos e do início das intervenções.

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