Trabalhador era de confiança da família e prestava serviços na residência em Jaraguá. Mulher encontrou o aparelho escondido em um móvel ao lado da cama; suspeito confessou a intenção de fazer gravações e responderá em liberdade após pagar fiança.
Um pedreiro foi preso em flagrante na quarta-feira (14), em Jaraguá, na região central de Goiás, suspeito de esconder um celular no quarto de uma cliente para filmá-la sem roupa. Segundo a Polícia Civil, o trabalhador era considerado uma pessoa de confiança da família e estava prestando serviços na residência quando teria instalado o aparelho de forma escondida, direcionado ao local onde a mulher trocava de roupa.
O caso veio à tona depois que a vítima encontrou o celular preso no fundo de um móvel ao lado da cama. O aparelho estava com a câmera ligada e posicionado de maneira que permitia registrar a área em frente a um espelho utilizado pela mulher para trocar de roupa.
De acordo com o delegado Glênio Ricardo, a descoberta aconteceu quando a cliente procurava um livro no móvel. Ao perceber que havia um objeto fixado no fundo do criado-mudo, ela verificou do que se tratava e identificou o celular escondido.
A mulher procurou a polícia e denunciou a situação. No momento em que encontrou o aparelho, estavam na residência apenas ela e o pedreiro, conforme as informações divulgadas pela investigação.
Celular estava escondido e com a câmera ligada
Segundo a Polícia Civil, o aparelho havia sido colocado de forma discreta, fora da visão imediata de quem entrasse no quarto. A posição da câmera chamou a atenção da vítima, pois estava voltada para o espelho diante do qual ela costumava trocar de roupa.
O delegado relatou que o celular estava fixado no fundo do móvel, em uma posição que permitia direcionar a câmera para o espaço utilizado pela mulher. O equipamento foi encontrado ligado no momento da descoberta.
Após receber a denúncia, os policiais foram até a residência e encontraram o suspeito ainda com o aparelho. Ele foi detido em flagrante e levado para os procedimentos policiais.
A ocorrência causou preocupação porque o homem não era um desconhecido da família. Ele prestava serviços no imóvel e, segundo as informações divulgadas, tinha a confiança dos moradores. A suspeita é de que essa relação tenha facilitado sua presença na residência e o acesso ao quarto da cliente.
Suspeito confessou intenção de fazer gravações
Durante os procedimentos policiais, o pedreiro confessou que havia escondido o celular no quarto e que pretendia fazer gravações da mulher. Conforme o relato apresentado pela Polícia Civil, ele afirmou que nunca havia feito algo semelhante anteriormente e descreveu a conduta como um “momento de fraqueza”.
A declaração atribuída ao suspeito integra as informações reunidas após a prisão, mas não elimina a necessidade de apurar as circunstâncias do caso e verificar se houve gravações efetivamente realizadas ou armazenadas no aparelho.
Até as informações divulgadas, não havia confirmação pública sobre a existência de vídeos gravados, o conteúdo eventualmente armazenado ou se algum registro chegou a ser compartilhado com terceiros.
Esses pontos são relevantes para esclarecer a extensão da conduta investigada. A localização de um aparelho com a câmera ligada indica a possibilidade de captação de imagens, mas a confirmação de eventuais gravações depende da análise do dispositivo e dos demais elementos da investigação.
Homem pagou fiança e responderá em liberdade
O suspeito foi autuado por tentativa de importunação sexual e violação de domicílio. Após o pagamento da fiança estabelecida, ele foi colocado em liberdade e responderá ao caso fora da prisão, conforme informou a Polícia Civil.
O nome do investigado não foi divulgado pelas autoridades. Por esse motivo, não foi possível localizar sua defesa para apresentar um posicionamento sobre o caso.
A investigação deverá esclarecer como o aparelho foi instalado, qual era a finalidade das gravações pretendidas e se houve produção ou armazenamento de imagens da vítima. A análise do celular poderá ajudar a determinar o que efetivamente aconteceu.
O caso também chama a atenção para a violação da privacidade dentro do ambiente doméstico, especialmente quando a pessoa suspeita tem acesso à residência por causa de uma relação de confiança profissional ou pessoal.
A liberdade após o pagamento da fiança não significa absolvição. O caso continuará sujeito à apuração policial e à análise das autoridades judiciais, responsáveis por avaliar os elementos reunidos e a eventual responsabilização do investigado.

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