Professora afirma, em entrevista à revista Isso Pod, que as próprias mulheres precisam fortalecer candidaturas femininas para ampliar a presença feminina na política
Em entrevista à revista Isso Pod, em conteúdo publicado no Spotify, a professora Patrícia Firmino destacou a importância da participação e do apoio das mulheres às candidatas nas eleições de 2026. Para ela, um dos principais desafios enfrentados pelas mulheres que decidem disputar uma eleição é justamente a falta de apoio.
Questionada pelo jornalista Paulo Lica sobre as principais dificuldades enfrentadas pelas mulheres candidatas neste processo eleitoral, Patrícia foi direta ao apontar o apoio como um dos fatores fundamentais para ampliar a presença feminina na política.
“Apoio, nós precisamos de apoio. Mulheres que estão assistindo agora esse podcast, eu te peço, vamos apoiar as mulheres”, afirmou.
Durante a entrevista, Patrícia também chamou atenção para a baixa representatividade feminina na Assembleia Legislativa de Goiás. Segundo ela, embora existam diversas mulheres disputando as eleições, o número de mulheres efetivamente ocupando cadeiras no Legislativo ainda é reduzido.
“Não temos mulheres estaduais”, afirmou Patrícia, ao defender que as eleitoras também tenham participação ativa no fortalecimento das candidaturas femininas.
A professora citou ainda o contraste entre o número total de cadeiras e a quantidade de mulheres atualmente representadas no Parlamento estadual. “São 41 vagas e eu acho que só tem uma, né? Quatro candidatas têm várias, mas acho que deputadas tem quatro. Deputada estadual, pra você ver, de 41, tem quatro”, declarou.
A fala coloca em evidência um dos temas presentes no debate eleitoral de 2026, a participação feminina na política e os obstáculos enfrentados por mulheres que buscam conquistar espaço nos Legislativos.
Para Patrícia Firmino, a mudança também passa pela própria sociedade e, especialmente, pela mobilização das mulheres. Na avaliação apresentada durante a entrevista, apoiar candidatas não significa apenas acompanhar uma campanha, mas contribuir para que mais mulheres possam ocupar espaços de decisão política.
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