Candidato a deputado federal pelo PSOL defende revisão da fiscalização eletrônica e melhor sincronização dos semáforos para reduzir gastos e emissão de poluentes
O candidato a deputado federal Humberto Chaves (PSOL) criticou o que classifica como “indústria da multa” nas cidades e chamou a atenção para os impactos financeiros e ambientais provocados pela falta de planejamento no trânsito. Segundo ele, semáforos dessincronizados e redutores de velocidade instalados em locais inadequados aumentam o consumo de combustível, o desgaste dos veículos e a emissão de poluentes.
Para Humberto Chaves, a ausência de sincronização semafórica obriga os motoristas a enfrentarem uma sequência de paradas e retomadas de velocidade, mesmo quando o fluxo poderia ser mais eficiente. Além de aumentar o tempo de deslocamento, essa situação pesa diretamente no orçamento das famílias.
“Você já parou para refletir sobre quanto gasta mensalmente com combustível? A falta de sincronia nos semáforos faz o cidadão enfrentar paradas desnecessárias e pagar pela ineficiência do poder público”, afirmou.
O candidato destaca que o problema também deve ser analisado sob a perspectiva ambiental. A retomada de velocidade exige mais força do motor e, consequentemente, eleva o consumo de combustível. O impacto tende a ser ainda maior em ônibus, caminhões e outros veículos pesados, que precisam de mais energia para voltar a se movimentar após cada parada.
Com mais combustível queimado, cresce também a emissão de gases poluentes na atmosfera. Na avaliação de Humberto Chaves, organizar o fluxo viário de maneira inteligente pode contribuir simultaneamente para melhorar a mobilidade, reduzir despesas e proteger o meio ambiente.
Outro ponto levantado pelo candidato é a localização dos equipamentos de fiscalização eletrônica. Ele reconhece que radares e redutores podem ser necessários em áreas de risco, mas questiona a instalação desses dispositivos em subidas, onde veículos de baixa potência ou carregados já enfrentam maior dificuldade de deslocamento.
“Não é aceitável que a falta de planejamento urbano gere multas, prejuízos com a manutenção dos veículos e consumo excessivo de combustível. A fiscalização deve preservar vidas, e não funcionar como instrumento de arrecadação”, declarou.
Humberto Chaves defende que as políticas de mobilidade sejam revistas com critérios técnicos, transparência e foco na segurança viária. Entre as medidas propostas estão estudos sobre a sincronização dos semáforos, avaliação da localização dos radares e análise dos efeitos ambientais provocados pelas intervenções no trânsito.
O candidato afirma que, caso seja eleito para a Câmara dos Deputados, pretende defender iniciativas que incentivem municípios a adotarem sistemas de tráfego mais eficientes e sustentáveis. Segundo ele, melhorar a mobilidade urbana significa respeitar o dinheiro do cidadão, diminuir a poluição e tornar as cidades mais funcionais.
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