Operação Destroyer – Fase 17 cumpriu 20 mandados em cinco unidades da Federação e investiga estrutura financeira de grupo criminoso
A movimentação de um helicóptero da Polícia Civil que chamou a atenção de moradores do Jardim das Cascatas, na região do Jardim Tiradentes, em Aparecida de Goiânia, nas primeiras horas da manhã desta quinta-feira (27), ocorreu durante uma grande ação coordenada pela Polícia Civil de Goiás. A mobilização faz parte da Operação Destroyer – Fase 17: Legado Oculto.
Por meio da Delegacia Estadual de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), a Polícia Civil deflagrou a operação para o cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão em diferentes estados e no Distrito Federal.
As medidas judiciais foram cumpridas em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Caldas Novas, em Goiás; Sorocaba, em São Paulo; Porto Velho, em Rondônia; Manga, em Minas Gerais; e Planaltina, no Distrito Federal.
A operação contou com apoio das Polícias Civis de São Paulo, Minas Gerais, Rondônia e Distrito Federal, permitindo que as diligências fossem realizadas simultaneamente em cinco unidades da Federação.
Investigação começou após homicídio
Segundo a Polícia Civil de Goiás, a investigação teve início durante a apuração de um homicídio ocorrido em Caldas Novas. No decorrer do trabalho investigativo, surgiram elementos indicando possíveis vínculos entre pessoas envolvidas no caso e uma organização criminosa com atuação dentro e fora de Goiás.
Com o aprofundamento das investigações, os policiais passaram a analisar também a estrutura financeira relacionada ao grupo. Dados bancários, cadastrais e patrimoniais levantados durante as diligências apontaram indícios da utilização de pessoas conhecidas como “laranjas” para receber, movimentar e transferir valores supostamente relacionados às atividades criminosas.
A investigação identificou ainda operadores financeiros que teriam vínculos com uma das lideranças do grupo estabelecida no Estado de São Paulo.
De acordo com a Polícia Civil, movimentações financeiras envolvendo familiares e pessoas próximas residentes em Goiás também estão sob investigação. As contas dessas pessoas teriam sido utilizadas para fragmentar a circulação dos recursos, dificultando seu rastreamento e a identificação dos possíveis beneficiários.
“Legado Oculto”
A Polícia Civil informou que a organização criminosa anteriormente identificada teria passado a utilizar uma nova denominação. Para os investigadores, a mudança não significaria necessariamente o encerramento das atividades, mas poderia representar uma tentativa de reorganização e continuidade do grupo sob outra identidade.
Daí surgiu o nome “Legado Oculto”, referência à possível permanência de integrantes, vínculos e métodos atribuídos à estrutura criminosa anterior.
A Operação Destroyer – Fase 17 integra ainda a quarta edição da RENORCRIM, mobilização nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública voltada ao enfrentamento de organizações criminosas por meio da integração entre forças de segurança.
Durante o cumprimento dos mandados, os policiais buscaram documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais que possam contribuir para identificar novos integrantes, esclarecer a atuação dos investigados e aprofundar o rastreamento financeiro.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam, com a análise do material apreendido e a individualização das condutas dos investigados. Novas informações sobre os desdobramentos da operação poderão ser divulgadas ao longo das investigações.

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