Possível candidatura do influenciador pelo União Brasil preocupa aliados de Derrite e expõe disputa interna na federação partidária

A disputa pelo comando da federação entre PP e União Brasil em São Paulo ganhou um novo elemento de tensão: a possível candidatura do influenciador Pablo Marçal ao Senado. A movimentação, ainda tratada nos bastidores, já acende alerta entre lideranças do PP, que enxergam risco direto ao projeto eleitoral do deputado federal Guilherme Derrite.

Filiado recentemente ao União Brasil, Marçal aparece como uma peça estratégica em meio ao impasse entre os partidos. Apesar de estar atualmente inelegível, ele sustenta que suas condenações na Justiça Eleitoral ainda não transitaram em julgado, o que abriria caminho para uma eventual reversão no Tribunal Superior Eleitoral.

Nos bastidores, integrantes das duas siglas avaliam que uma candidatura de Marçal ao Senado teria potencial para dividir o eleitorado conservador em São Paulo, especialmente entre apoiadores do governador Tarcísio de Freitas. O movimento poderia enfraquecer a candidatura de Derrite, nome já alinhado dentro do grupo político do governo estadual.

Publicamente, o principal líder do União Brasil no estado, Milton Leite, nega qualquer plano de lançar Marçal ao Senado. Segundo ele, o influenciador deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. No entanto, aliados admitem que a possibilidade pode ganhar força como instrumento de pressão na disputa interna da federação.

O ponto central do conflito envolve o controle da federação em São Paulo. O PP defende a liderança do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do partido, enquanto o União resiste à proposta. A divergência ameaça o alinhamento previamente costurado para as eleições de 2026.

De acordo com apurações, o chamado “fator Marçal” já mobiliza lideranças do PP, que consideram a eventual candidatura uma quebra de acordo político firmado entre os partidos e o próprio governo estadual. Na última segunda-feira (13), Ciro Nogueira se reuniu com Tarcísio de Freitas, no Palácio dos Bandeirantes, para discutir a composição da chapa e tentar conter o avanço da crise.

O impasse evidencia um cenário de incerteza dentro da federação e pode redesenhar a disputa pelo Senado em São Paulo, caso a candidatura de Marçal deixe o campo das especulações e se torne uma estratégia concreta.

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