Comissão acelera votação após decisão do Supremo que impede extensão dos trabalhos e acirra disputa entre governo e oposição
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS entrou na reta decisiva após o Supremo Tribunal Federal formar maioria contra a prorrogação dos trabalhos. A Corte derrubou a liminar do ministro André Mendonça e determinou que o colegiado finalize suas atividades até este sábado.
Diante do prazo apertado, o presidente da comissão, Carlos Viana, convocou reunião para leitura, discussão e votação do relatório final, tentando concentrar todas as etapas em um único dia.
O placar no Supremo foi de oito votos a dois. Apenas Luiz Fux acompanhou Mendonça. A maioria dos ministros entendeu que a prorrogação de CPIs e CPMIs não é um direito automático da minoria, dependendo da decisão do comando do Congresso.
A decisão provocou reação imediata no meio político. Aliados do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemoraram o desfecho, enquanto parlamentares da oposição criticaram o Supremo. O senador Eduardo Girão atacou a decisão e comparou o caso ao inquérito das fake news.
Já o deputado Paulo Pimenta afirmou que a CPMI se desviou do foco ao tentar politizar investigações, defendendo que o colegiado deveria se concentrar apenas nas fraudes envolvendo o INSS.
A CPMI investiga irregularidades em repasses e possíveis desvios em benefícios previdenciários. O relatório final deve apontar responsabilidades e sugerir encaminhamentos, encerrando um processo marcado por tensão entre Congresso e Judiciário.

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