Infraestrutura precária, relação tensa com o secretariado e polêmicas na educação marcaram a primeira Sessão Ordinária do ano

Na manhã desta terça-feira (04), a Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia realizou a primeira Sessão Ordinária da Legislatura 2025/2028, dando início aos trabalhos legislativos do ano. A reunião foi marcada por intensos debates sobre infraestrutura, relacionamento com o secretariado e a polêmica reestruturação do turno integral na rede municipal de ensino.
Entre os projetos apresentados, um dos destaques foi a proposta de mudança da nomenclatura da Guarda Civil Metropolitana para “Polícia Municipal de Aparecida de Goiânia”. Outro projeto relevante prevê a reserva de 25% das vagas em concursos públicos para pessoas pretas, pardas, indígenas e quilombolas. Além disso, uma iniciativa busca garantir atendimento prioritário a pacientes em tratamento contra o câncer, equiparando-os às pessoas com deficiência. Também foram apresentados projetos para a criação do Conselho Municipal de Segurança Pública, a proibição do uso de fogos de artifício na cidade e a instituição do Canil da Guarda Civil Municipal.
Após a leitura das matérias, o debate esquentou. A infraestrutura do município foi um dos pontos mais criticados. O vereador Edinho denunciou dificuldades para se reunir com o Secretário Municipal de Infraestrutura, Alfredo Soubihe Neto, e classificou a falta de diálogo como um entrave para solucionar os problemas da cidade. Já os vereadores Mazinho do Madre Germana e Ataídes Neguinho relataram o agravamento da situação das vias públicas, destacando o excesso de buracos, especialmente no bairro Madre Germana.
A educação também foi um dos temas mais polêmicos da sessão. O vereador Dieyme Vasconcelos criticou a falta de planejamento na reestruturação do ensino em período integral, apresentando um vídeo com depoimentos de mães impactadas pela decisão. Ele cobrou mais transparência e audiências públicas antes da implementação de mudanças tão significativas. Em contrapartida, o vereador Cristiano Zoi pediu paciência à população, enquanto Neto Gomes argumentou que a medida está dentro da legalidade e que famílias em situação de vulnerabilidade devem buscar apoio da Secretaria de Assistência Social.
O Prefeito Leandro Vilela também esteve no centro das discussões. O vereador Isaac Martins destacou que, em reunião no Paço Municipal, o chefe do Executivo cobrou de seus secretários um atendimento mais eficiente aos parlamentares. O próprio presidente da Câmara, Gilsão Meu Povo, reforçou que Vilela não aceitará que secretários ignorem os vereadores e, se necessário, irá intervir para garantir que a interlocução entre Executivo e Legislativo ocorra de maneira respeitosa e produtiva.
Antes do encerramento da sessão, um momento de respeito e emoção tomou conta do plenário. A pedido do vereador Isaac Martins, foi respeitado um minuto de silêncio em homenagem à Bispa Keila Ferreira, da Assembleia de Deus no Brás, em São Paulo, que faleceu recentemente.
A primeira sessão do ano deixou claro que o novo ciclo legislativo promete ser intenso, com debates firmes e cobranças contundentes. A população, por sua vez, seguirá atenta aos desdobramentos e às respostas que virão das autoridades.

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