Equipe de Lula acompanha movimentações políticas dos candidatos e projeta aproximação com Kamala Harris se democrata vencer o pleito

Manifestação de apoiadores do ex-presidente americano Donald Trump invadem o Capitólio em 6 de janeiro de 2021 — Foto: John Minchillo/AP

A equipe que formula a agenda internacional do presidente Lula já considera provável a judicialização das eleições presidenciais dos Estados Unidos caso o candidato republicano, Donald Trump, enfrente um risco de derrota. Diplomatas próximos ao presidente avaliam que, com pesquisas indicando uma ligeira vantagem para Kamala Harris, do Partido Democrata, Trump já sinaliza uma estratégia para deslegitimar o resultado, como fez em 2020. Segundo fontes do Planalto, se houver sinais de derrota, é esperado que Trump judicialize o processo eleitoral, possivelmente até o limite, buscando mobilizar sua base com alegações de fraude.

A diplomacia brasileira, mantendo-se neutra, planeja reconhecer oficialmente o resultado assim que anunciado, independentemente do vencedor. No entanto, em caso de vitória de Kamala Harris, o governo Lula considera uma conexão mais próxima entre os mandatários, com uma possível ligação de congratulação entre Lula e a democrata. Em caso de vitória de Trump, o contato será mantido de forma protocolar.

Além do impacto nas relações diplomáticas entre os dois países, a vitória de Trump é observada com atenção por aliados de Jair Bolsonaro no Brasil. A continuidade do republicano na Casa Branca poderia fortalecer movimentos em favor de uma eventual anistia a Bolsonaro.

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