Filme nacional aborda questões sociais e desafia o público a repensar conceitos de certo e errado

Caco Cicocler interpreta policial corrupto em Passagrana – Foto: Star Original Productions

O novo filme Passagrana, das produtoras Intro Pictures e Star Original Productions, chega aos cinemas de todo o Brasil nesta quinta-feira, 19, trazendo uma narrativa de assalto a banco com uma abordagem diferenciada. O longa, dirigido por Ravel Cabral, conta com Caco Ciocler no papel de um policial corrupto que surpreende ao longo da trama. Ele divide a cena com os protagonistas Wesley Guimarães, Juan Queiroz, Elzio Vieira e Wenry Bueno.

Em entrevista, Caco Ciocler destacou como o filme provoca o público a refletir sobre questões sociais e subverte o conceito tradicional de heróis e vilões. “O filme mexe com algumas questões. Primeiro que é super legal você ter um filme com protagonistas negros que representam um extrato social, uma condição de vida. Para trazer esses meninos no protagonismo, eu já acho absolutamente revolucionário“, comenta o ator.

Segundo Ciocler, o filme inverte as expectativas ao fazer o público torcer pelos assaltantes, enquanto os policiais são retratados de maneira ainda mais corrupta. “Os bandidos não são bandidos, eles são vítimas de uma condição social. Então o filme vai mexendo com essas questões. Para quem eu torço nesse jogo? Para o que estou torcendo?“, reflete ele, sem oferecer respostas, mas levantando questionamentos importantes sobre a sociedade.

Para Ciocler, a arte não precisa oferecer soluções, mas levantar perguntas, e é isso que Passagrana busca. “As boas obras de arte não servem para nada. Não precisam oferecer respostas, mas levantar perguntas. E esse incômodo, essas perguntas que a gente se faz, para mim, são sinais de que o filme cumpre sua função artística“, conclui o ator.

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