Wilson Pollara detalha uso de recursos e enfrenta questionamentos de vereadores sobre unidades de saúde

Em audiência pública, Wilson Pollara detalhou aplicação de recursos durante o período – Foto: Gustavo Mendes

A Comissão de Saúde da Câmara de Goiânia promoveu uma audiência pública na terça-feira (23) para a prestação de contas da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) referente ao terceiro quadrimestre de 2023.

O secretário da pasta, Wilson Modesto Pollara, informou que a Prefeitura utilizou 21,40% de recursos próprios na saúde, um índice superior aos 15% exigidos pela Constituição Federal. As despesas na área totalizaram R$ 1.954.492.752,83, sendo 55,6% provenientes do tesouro municipal. Os outros 44,4%, correspondendo a R$ 828.495.712,99, foram repassados pela União e pelo Estado para o financiamento da saúde em Goiânia.

Pollara detalhou que foram realizados 8.120.228 atendimentos na rede de atenção primária, 254.012 procedimentos na rede de atenção de urgências, e 91.618 atendimentos na Atenção à Média e Alta Complexidade. Ele também mencionou ações de zoonoses, mutirões de limpeza contra o mosquito da dengue e mutirões de saúde em bairros.

Em relação à situação financeira dos prestadores do Sistema Único de Saúde (SUS), Pollara destacou uma redução na dívida de R$ 48.608.849,25 para R$ 19.727.536,80 desde o início de sua gestão.

Além disso, o secretário apresentou 34 obras realizadas pela SMS, incluindo revitalizações, reformas e novas construções em unidades de saúde.

Durante a audiência, a presidente da Comissão de Saúde, Kátia Maria (PT), questionou Pollara sobre o não cumprimento de 77 metas do Programa Anual de Saúde (PAS). Ela levantou questões como a necessidade de concurso público, falta de prontuário eletrônico, problemas estruturais em unidades de saúde, falta de oferta de práticas integrativas, entre outros.

Os vereadores também apontaram problemas em unidades de saúde, como o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Esperança, e questionaram a eficiência das ações da SMS.

Em resposta aos questionamentos, Pollara declarou estar dedicado à gestão da pasta e abordou questões específicas, como a compra de armadilhas contra o mosquito da dengue.

A audiência também contou com a participação de representantes dos servidores da saúde e de órgãos municipais ligados à área, que expressaram preocupações e críticas em relação à gestão da saúde municipal.

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