Colaboração visa captar investimentos do Programa Nova Indústria Brasil, que projeta aportes de R$ 300 bilhões para impulsionar o crescimento no setor

“A indústria está no centro das atenções!” A declaração do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Sandro Mabel, durante a abertura do seminário “Jornada da Neoindustrialização Fieg: Embrapii e seu Papel na Nova Política Industrial,” reflete o entusiasmo do setor em relação ao programa Nova Indústria Brasil. Com o intuito de aproveitar essa oportunidade, o Conselho de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CDTI) reuniu empresários e representantes da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) na Casa da Indústria, em Goiânia, em um esforço conjunto para desenvolver projetos inovadores no âmbito do desenvolvimento tecnológico do segmento. Este evento marca o segundo encontro desde o lançamento da nova política industrial do governo federal, em 22 de janeiro.
Sandro Mabel enfatizou a importância de aproveitar ao máximo o programa Nova Indústria Brasil, visando atrair recursos para o estado de Goiás. Ele destacou o potencial transformador do programa como um marco histórico, abrindo uma janela de oportunidades para a indústria local. “Precisamos estar preparados para tirar o máximo proveito deste momento, melhorando o desempenho do nosso setor produtivo, resgatando o protagonismo da indústria e acelerando nosso crescimento,” afirmou Mabel.
O presidente do CDTI, Luciano Lacerda, ressaltou o compromisso do conselho em preparar as empresas para aproveitar essa oportunidade, fomentando a cultura da inovação nas indústrias. Ele explicou que a Fieg organizou grupos de trabalho para propor projetos alinhados com as seis missões que orientam a nova política industrial do governo. “Este evento é mais um passo importante para preparar as empresas na redação de projetos alinhados com as diretrizes do programa.”
O diretor de Planejamento e Relações Institucionais da Embrapii, Igor Nazareth, apresentou a atuação da empresa no âmbito do plano Nova Indústria Brasil, destacando as ferramentas disponíveis para apoiar as indústrias nessa jornada. “A Embrapii desburocratiza o acesso ao crédito para inovação, oferecendo agilidade que o empresário precisa,” afirmou Nazareth. Ele revelou que o programa Missões Embrapii, com lançamento previsto para abril, disponibilizará R$ 64 bilhões, focados em projetos estruturantes que abordem os desafios tecnológicos do setor. Com apoio mínimo de R$ 5 milhões, a Embrapii cobre 70% dos custos do projeto, enquanto 30% são absorvidos pela iniciativa privada.
Durante o seminário, as três unidades Embrapii credenciadas em Goiás – o Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia) da Universidade Federal de Goiás (UFG), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG) e o Instituto Federal Goiano (IF Goiano) – apresentaram suas expertises para apoiar o desenvolvimento de soluções para os desafios da indústria no estado.
Igor Nazareth destacou o papel da Embrapii como uma ferramenta para o desenvolvimento tecnológico das empresas, simplificando o processo de criação e prestação de contas de projetos de inovação. “Na Embrapii, os projetos são elaborados pela rede credenciada, não pela empresa, reduzindo riscos e agilizando o processo em comparação com chamadas públicas e editais de inovação.”
O evento do CDTI contou também com apresentações dos pesquisadores Anderson Soares (Ceia-UFG), Leandro Freitas (IFG) e Tavvs Micael (IF Goiano), além da analista do Senai Goiás, Isabelly Sousa, que apresentou os serviços de tecnologia e inovação oferecidos pela instituição.
O seminário teve a participação de diversos líderes, incluindo o vice-presidente da Fieg Flávio Rassi, presidentes de sindicatos das indústrias, executivos do Sindifargo, o presidente da CIC, o diretor de Administração e Finanças do Sebrae Goiás, o vereador Lucas Kitão, e os superintendentes do Sesi/Senai e da Fieg, Paulo Vargas e Lenner Rocha, respectivamente.
Programa Nova Indústria Brasil:
Anunciado pelo governo federal em 22 de janeiro de 2024, o plano Nova Indústria Brasil estabelece ações para impulsionar o setor industrial no país ao longo da próxima década. Com investimentos previstos de R$ 300 bilhões nos próximos quatro anos, o programa oferece linhas de crédito, créditos tributários, apoio à exportação, subsídios e investimentos públicos, considerando seis missões principais, com o objetivo de estimular o desenvolvimento da indústria nacional.
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