MPSP arquivou denúncia antes da operação da PF, enquanto influencer é alvo de investigações por desvio de substâncias químicas.

Oito meses antes da recente operação da Polícia Federal (PF) que visou o influencer fitness Renato Cariani por suspeita de desvio de substâncias químicas para a produção de drogas, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) arquivou um inquérito relacionado à mesma denúncia feita pela AstraZeneca. Em abril deste ano, a PF pediu a prisão de Cariani, da sócia dele na empresa Anidrol e de outros dois suspeitos, alegando envolvimento em um esquema que teria desviado uma quantidade significativa de substâncias químicas ao longo de seis anos.
A investigação do MPSP, que culminou no arquivamento em abril, destacou lacunas e a falta de elementos para vincular a Anidrol ao desvio de produtos químicos. O promotor Eduardo Soares Amaral ressaltou que documentos apresentados por Cariani indicaram a atuação de falsários. No entanto, a operação da PF, em parceria com o Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve autorização judicial para quebra de sigilo e revelou indícios intrigantes.
Com acesso à comunicação telemática dos envolvidos, a PF descobriu que um amigo de Cariani, Fábio Spínola, registrou o e-mail do falso representante da AstraZeneca em nome de uma pessoa falecida. Spínola, anteriormente preso por envolvimento com tráfico de drogas, voltou à cena com a apreensão de cerca de R$ 100 mil em dinheiro vivo durante a operação da PF. Enquanto Cariani manifesta surpresa nas redes sociais e busca acesso ao processo, a investigação revela um enredo complexo, repleto de acusações e estratégias de fuga, deixando o desfecho dessa trama ainda incerto.
Deixe um comentário