Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher debate estratégias para aprimorar dados e conscientizar a sociedade sobre a epidemia de feminicídios no Brasil

Contribuição crucial da perícia.

A Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados está empenhada em desvendar as camadas obscuras dos feminicídios, concentrando esforços na análise aprofundada das perícias criminais. No próximo dia 11, no plenário 14, a partir das 14 horas, a comissão, a pedido da deputada Erika Kokay (PT-DF), promoverá uma audiência crucial para abordar a importância dessas perícias na elucidação dos casos.

“Em 2022, 1.400 mulheres foram vítimas de assassinato no Brasil, um chocante registro que equivale a uma vida ceifada a cada seis horas”, destaca Erika Kokay. Este sombrio marco representa o pico desde a implementação da Lei do Feminicídio em 2015. A deputada enfatiza a necessidade de envolver a perícia criminal como ferramenta vital para capturar esses dados de forma precisa.

“A transparência nos dados é fundamental para a conscientização da sociedade sobre o tema”, afirma Kokay. Ela ressalta que, ao implementar o protocolo de perícias nos crimes de feminicídio, a Polícia Civil do Distrito Federal registrou um aumento significativo de mais de 150% nos casos de violência fatal contra mulheres na região.

Em uma conversa exclusiva com a revista IssoPod, a deputada Erika Kokay destaca a urgência de aprimorar as investigações de feminicídios e o papel essencial da perícia criminal para dar visibilidade a essas tragédias e, assim, promover uma mudança significativa na conscientização e prevenção.

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