Área monitorada apresenta afundamento de 1,69 m em cinco dias, levando ao risco de colapso; evacuação de mais de 14 mil imóveis já foi realizada

O solo que abriga a mina da Braskem, sob risco iminente de colapso e formação de uma cratera do tamanho do estádio do Maracanã, continua a ceder em ritmo gradual, segundo informações da Defesa Civil de Maceió. O monitoramento iniciado em 28 de novembro registrou um afundamento de 1,69 m até este domingo (3).
A instabilidade no solo foi agravada pelas décadas de atividades de mineração realizadas pela Braskem, resultando na evacuação de mais de 14 mil imóveis em cinco bairros, afetando aproximadamente 60 mil pessoas. A empresa encerrou a extração de sal-gema, minério utilizado na fabricação de soda cáustica e PVC, um ano após o primeiro tremor de terra em 2018.
A área da mina 18, que enfrenta o risco de colapso, registra um afundamento de 0,7 cm/h, com um deslocamento de terra de 10,8 cm nas últimas 24 horas. Imagens aéreas evidenciam que a área seca está sendo progressivamente invadida pela água da Lagoa Mundaú, enquanto a Defesa Civil permanece em alerta máximo, destacando que o colapso pode ocorrer a qualquer momento.
A mina em questão está situada no bairro do Mutange, na região do antigo campo do CSA, com 60% dela submersa na Lagoa Mundaú e 40% no continente. A Defesa Civil monitora a região pelo menos duas vezes ao dia para acompanhar o afundamento do solo.
Equipamentos e imagens aéreas são utilizados no monitoramento, que, segundo o coronel Moisés, registrou 250 tremores de baixa magnitude no local no último sábado. Não há relatos de que esses microssismos foram sentidos pela população.
A área ao redor do Mutange já foi completamente evacuada, assim como partes dos bairros vizinhos, Bom Parto, Bebedouro e Pinheiro. Apesar do colapso iminente, a Defesa Civil de Alagoas afirma que as regiões evacuadas estão a uma distância segura e não representam mais risco para a população.
A Braskem declara que está adotando medidas para o fechamento definitivo dos poços de sal, conforme plano aprovado pela Agência Nacional de Mineração (ANM). O plano já atingiu 70% de conclusão, com previsão de finalização das atividades para meados de 2025.

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