Informações de bastidores apontam possível aliança para a sucessão na Assembleia Legislativa de Goiás, enquanto a disputa pelo comando da Casa já reúne diferentes pretendentes
A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) para o biênio 2027-2028 começou a movimentar os bastidores políticos do Estado. Informações atribuídas apontam uma possível articulação entre o atual presidente da Casa, Bruno Peixoto (União Brasil), eleito deputado federal, e o deputado estadual eleito Lissauer Vieira (PL), que pretende voltar ao comando do Legislativo goiano.
Segundo a informação divulgada nos bastidores, Bruno teria conversado com Lissauer sobre a sucessão na Assembleia. A suposta negociação envolveria a construção de apoio político para viabilizar o retorno do ex-presidente ao cargo, em uma movimentação que também poderia preservar a influência de Bruno sobre a estrutura política da Casa após sua mudança para Brasília.
Até o momento, porém, não há confirmação independente de que um acordo tenha sido fechado entre os dois parlamentares.
Mais de 2 mil cargos entram no centro da polêmica
Um dos pontos mais delicados da informação divulgada é a alegação de que Bruno Peixoto teria condicionado o apoio à preservação de mais de 2 mil cargos comissionados ligados ao seu grupo político.
Caso confirmada, a negociação levantaria questionamentos sobre a influência que o futuro deputado federal pretende manter na Assembleia mesmo depois de deixar a presidência. A suposta garantia de permanência desses cargos, entretanto, não foi comprovada de forma independente.
A eventual manutenção de espaços políticos e administrativos costuma fazer parte das disputas pela composição das mesas diretoras, mas a dimensão da estrutura mencionada torna o assunto especialmente relevante para o debate sobre a gestão dos recursos públicos e o funcionamento do Legislativo.
Lissauer quer voltar ao comando da Assembleia
Lissauer Vieira presidiu a Alego por dois biênios consecutivos, entre 2019 e 2023. Depois de ficar fora da disputa eleitoral de 2022, ele foi eleito novamente deputado estadual em 2026, com 46.056 votos, e retornará à Casa em 2027.
Em entrevista ao Diário de Goiás, o parlamentar admitiu a intenção de disputar novamente a presidência. “Se for da vontade dos deputados, e da vontade de Deus, a gente vai colocar o nosso nome”, declarou.
Apesar do interesse, Lissauer afirmou ao jornal O Hoje que ainda era cedo para falar em uma articulação formal pela presidência. Segundo ele, as conversas com os colegas estavam concentradas na formação da bancada e na aproximação entre os parlamentares eleitos.
Disputa vai além de dois nomes
A sucessão de Bruno Peixoto não está restrita a Lissauer Vieira. Levantamento publicado pelo Diário de Goiás em 13 de outubro apontou pelo menos cinco nomes envolvidos nas articulações: Lissauer, Paulo Cezar Martins (MDB), Virmondes Cruvinel (União Brasil), Issy Quinan (MDB) e Cairo Salim (MDB).
O deputado estadual Delegado Eduardo Prado (PL) também declarou ao O Hoje que pretende disputar a presidência e afirmou contar com o apoio de Bruno Peixoto.
A definição dependerá da capacidade de cada candidato de reunir votos entre os deputados eleitos e construir uma maioria para a composição da Mesa Diretora.
Influência política em jogo
Eleito deputado federal com 207.899 votos, Bruno Peixoto deixará a Assembleia para assumir o mandato na Câmara dos Deputados, em fevereiro de 2027. A escolha de seu sucessor, portanto, terá impacto sobre o equilíbrio de forças políticas no Legislativo goiano.
Nesse cenário, uma eventual aliança com Lissauer poderia representar uma estratégia para preservar a influência do atual presidente na Casa. Entretanto, a existência de um acordo sobre cargos comissionados ou a formalização de uma candidatura apoiada por Bruno ainda dependem de confirmação.
O que já está claro é que a corrida pela presidência da Alego começou antes mesmo da posse da nova legislatura. Nos bastidores, as conversas avançam, os grupos se movimentam e a disputa pelo comando do Legislativo promete ser um dos principais capítulos da política goiana nos próximos meses.

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