Proposta reúne auxílio financeiro, moradia, tecnologia, transporte e oportunidades profissionais para combater a evasão e apoiar estudantes durante a graduação

O deputado federal Professor Alcides (PSDB) apresenta o Acolhe Universitário, proposta de criação de uma política nacional voltada à permanência de estudantes que precisam deixar seus municípios para cursar o ensino superior. O projeto parte da ideia de que ampliar o acesso à universidade é apenas uma etapa e que também é necessário criar condições para que os estudantes consigam permanecer até a conclusão da graduação.

A proposta prevê uma rede de apoio que envolve moradia, alimentação, transporte, tecnologia, material acadêmico e acompanhamento do universitário. O público prioritário seria formado por estudantes oriundos de municípios com baixa oferta de ensino superior presencial ou sem cursos equivalentes à formação desejada.

“Não podemos permitir que um jovem conquiste uma vaga na universidade e abandone seu sonho porque não consegue pagar aluguel, alimentação ou uma passagem para visitar sua família. Precisamos garantir não apenas o acesso, mas condições para que ele conclua sua formação”, afirma Professor Alcides.

Entre as medidas propostas está a Bolsa Permanência Inteligente, com valores definidos conforme a realidade socioeconômica de cada estudante. Pessoas com deficiência, universitários com filhos e alunos que precisam morar longe da família poderão receber apoio adicional.

Outra frente é a Moradia Solidária, que prevê uma plataforma para aproximar universitários de famílias ou pessoas interessadas em oferecer hospedagem mediante cadastro, critérios de segurança e acompanhamento. O projeto também inclui kit universitário com notebook, internet e materiais acadêmicos, além de banco nacional de livros e auxílio para viagens de retorno à cidade de origem.

O Acolhe Universitário ainda propõe parcerias para estágios, iniciação científica, bolsas de pesquisa e programas de aprendizagem. Cada beneficiário poderá contar também com um tutor de permanência para identificar dificuldades financeiras, sociais ou de adaptação que coloquem em risco a continuidade dos estudos.

“O talento de um jovem não pode ser definido pelo CEP onde ele nasceu. Quem sai de uma cidade pequena para estudar precisa encontrar oportunidades para permanecer, se formar e construir seu futuro”, destaca o deputado.

A proposta estima investimento de aproximadamente R$ 3 bilhões, distribuído entre diferentes fontes de financiamento, incluindo recursos da União, fundos educacionais, emendas parlamentares, instituições participantes e outras fontes previstas pelo programa.

Outro eixo é o Volta para Casa, que prevê incentivos para que profissionais recém-formados possam, voluntariamente, retornar ao interior. Entre as possibilidades estão bolsas de fixação profissional, linhas especiais de crédito para abertura de negócios, estímulo ao empreendedorismo e parcerias com municípios para geração de oportunidades.

“Queremos que o jovem tenha liberdade para estudar onde encontrar a oportunidade e, se desejar voltar para sua cidade, encontre condições para transformar conhecimento em emprego, renda e desenvolvimento para sua comunidade”, completa Professor Alcides.

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