Presidente do partido no município, Humberto Chaves critica reajuste que pode chegar a 40% e alerta para impacto no bolso da população

O aumento do IPTU em Aparecida de Goiânia virou alvo de contestação política e jurídica. O PSOL no município decidiu acionar o Ministério Público na tentativa de barrar o reajuste do imposto, que, segundo o partido, pode pesar significativamente no bolso da população nos próximos meses.

Em entrevista, o presidente da sigla na cidade, Humberto Chaves, foi direto ao ponto ao classificar o aumento como injusto e abusivo. Segundo ele, moradores já começaram a sentir os efeitos do reajuste neste ano, com perspectiva de impacto ainda maior no futuro.

“Até o ano que vem, o cidadão pode pagar até 40% a mais de IPTU. E já neste ano muita gente percebeu a diferença no bolso. O imposto ficou mais caro”, afirmou.

De acordo com Humberto, a medida não surgiu agora, mas é resultado de decisões tomadas na legislatura passada. Ainda assim, ele defende que a Prefeitura precisa rever o que chamou de “peso excessivo” sobre os contribuintes. “É um absurdo. A população já contribui tanto com a cidade e agora tem que arcar com mais esse aumento”, criticou.

A ação protocolada no Ministério Público pede a revisão dos critérios utilizados para o reajuste e questiona a legalidade do aumento. O PSOL argumenta que, diante da realidade econômica de muitas famílias, a cobrança mais alta pode agravar dificuldades financeiras, especialmente em um cenário de custo de vida elevado.

O tema também reacende um debate antigo em Aparecida: o equilíbrio entre arrecadação e qualidade dos serviços públicos. Para o partido, não faz sentido aumentar impostos sem que a população perceba melhorias concretas no dia a dia.

“Não somos contra a cidade arrecadar, mas somos contra cobrar mais de quem já está no limite, sem oferecer retorno adequado”, reforçou Humberto.

A Prefeitura ainda deve se manifestar oficialmente sobre o caso. Enquanto isso, a discussão ganha força nos bastidores políticos e tende a mobilizar a população, principalmente à medida que os novos valores chegam às casas dos contribuintes.

No fim das contas, o que está em jogo vai além de números. É a capacidade de pagamento do cidadão comum, e o limite do quanto a população está disposta a suportar.

Deixe um comentário