Evento ocupou cinco parques da capital com transmissão ao vivo, shows e a força do motociclismo goianiense

Goiânia viveu dias históricos com a realização do Acelera Goiânia, um movimento que tomou conta da cidade e levou milhares de pessoas aos parques para celebrar o motociclismo, a cultura e a chegada da MotoGP.

Durante a programação, cinco parques foram ocupados simultaneamente: Parque Nova Esperança, Parque Cascavel, Parque Goiânia 2, Parque Areião e Parque Bernardo Elis. Todos registraram grande presença de público e uma energia que misturou famílias, motociclistas e apaixonados por velocidade em um ambiente aberto, democrático e vibrante.

A ação integrou o MotoFest, evento da Prefeitura de Goiânia, realizado pela Secult Goiânia em parceria com a Associação Goiana de Motocultura, presidida por George Alexandre (Tarzan), além dos motoclubes e motogrupos da capital, que juntos transformaram os parques em polos de cultura e motociclismo durante a MotoGP em Goiânia.

Para garantir acesso à população, a Prefeitura lançou o MotoFest, braço cultural do evento que levou programação gratuita para os parques. Teatro, dança, circo, shows musicais e telões com transmissão ao vivo da MotoGP criaram uma experiência completa, conectando entretenimento e inclusão.

Os motoclubes foram protagonistas em cada ponto da cidade. No Parque Nova Esperança, Corsários Negros e DOP Celina Park marcaram presença. No Parque Cascavel, Brother Hood MC Brasil e Forjados no Asfalto lideraram a movimentação. No Parque Goiânia 2, Wolloko.MG e É Nois MC trouxeram sua identidade. Já no Parque Areião, Os Brabos Têm Nome representaram com força o espírito biker.

Mais do que encontros, o Acelera Goiânia virou um verdadeiro manifesto sobre o motociclismo. Em cada parque, o público pôde sentir o peso simbólico do colete, o respeito entre os integrantes e o amor pelos motores de duas rodas — elementos que vão muito além da estética e fazem parte de uma cultura sólida e organizada.

No Parque Goiânia 2, integrantes do Wolloko.MG e do É Nois MC traduziram o sentimento vivido. Para JJ, a experiência foi algo fora do comum. “É uma sensação extraordinária, não dá pra descrever. É algo surreal. Só vivendo pra entender tudo isso — o evento, as bandas, o parque, os membros”, afirmou.

Ele ainda destacou o significado do colete dentro do motociclismo. “Não é só vestir. É responsabilidade, é respeito. Você só entende isso vivendo”, completou.

Já Emerson, representante do É Nois MC, reforçou o papel do evento em quebrar estigmas. “Muita gente acha que motoclube é fechado, mas não é. A gente tá aqui representando vários grupos, mostrando união, cultura e respeito. Foi uma oportunidade de aproximar a população”, disse.

Segundo ele, levar a MotoGP para dentro dos parques foi um diferencial. “Nem todo mundo consegue ir ao autódromo, e aqui a galera viveu isso de perto, com transmissão ao vivo, shows e estrutura. Foi maravilhoso”, destacou.

No Parque Bernardo Elis, no Celina Park, o presidente dos Corsários Negros, John Logan, destacou a dimensão do momento. “É histórico pra Goiânia. A gente tá recebendo um evento mundial, mostrando nossa cidade pro mundo inteiro. Tem gente de todo lugar conhecendo nossa cultura”, afirmou.

Ele também ressaltou a importância da descentralização. “Não ficou só no autódromo. A cidade inteira participou, com vários pontos de encontro e transmissão. Isso fortalece muito o motociclismo local”, disse.

Já no Parque Cascavel, representantes do Forjados no Asfalto e do Brother Hood MC Brasil destacaram a união construída durante o evento. “Foi muito satisfatório ver Prefeitura, turismo e associação trabalhando juntos. Conseguimos mostrar o motoclubismo e o mototurismo pra população”, afirmaram.

Eles também apontaram o potencial de crescimento. “A galera participou, interagiu, tirou foto. Isso precisa crescer ainda mais. Goiânia abraçou”, completaram.

À frente de toda essa movimentação, Tarzan resumiu o sentimento de quem viveu o evento de dentro. “Foram três dias de loucura. A gente percorreu vários parques, foi correria, mas valeu a pena. Conseguimos mostrar a força do motociclismo em Goiânia”, afirmou.

Ele também reforçou o propósito da associação. “A ideia é unir todos os motoclubes e motogrupos, quebrar aquela visão de grupos fechados. Estamos aqui pra somar, ajudar e fortalecer a cidade.”

Em um dos momentos mais marcantes, Tarzan fez um agradecimento direto e amplo. “Quero agradecer a todos os motoclubes e motogrupos que estiveram presentes. Vocês fizeram a diferença em cada parque, levando amor, respeito e a essência do motociclismo. Isso só aconteceu por causa de vocês.”

O presidente também projetou o futuro. “Esse foi o primeiro passo. A gente tem mais alguns anos pela frente com a MotoGP. Agora é aprender, ajustar e fazer algo ainda maior. Goiânia tem potencial pra isso.”

Com parques completamente tomados, grande participação dos motoclubes e forte adesão popular, o Acelera Goiânia se consolida como um marco para a cidade. Mais do que um evento, a iniciativa se firma como um movimento que conecta cultura, turismo e motociclismo, projetando Goiânia no cenário nacional de grandes eventos.

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