Suspeito disse à polícia que empurrou vítima durante discussão e contou com ajuda de vizinhos para esconder o corpo

Um homem foi preso em Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia, suspeito de matar a companheira, a diarista Ana Lúcia Gomes da Silva, cujo corpo foi encontrado enrolado em um lençol na capital.

De acordo com o delegado Marcus Cardoso, responsável pela investigação, o suspeito afirmou que o crime ocorreu após uma discussão motivada por ciúmes. Em depoimento, ele relatou que empurrou a vítima durante a briga e que ela bateu a cabeça na parede, ficando desacordada.

Segundo a versão apresentada à polícia, após perceber que a mulher não reagia, ele a colocou na cama e entrou em contato com um amigo, dizendo que havia “feito besteira”. Em seguida, convidou dois vizinhos para beber e, durante o encontro, teria confessado o ocorrido e pedido ajuda para ocultar o corpo.

Ainda conforme o delegado, os vizinhos teriam sido pressionados a participar da ocultação. Eles afirmaram em depoimento que foram ameaçados e que o suspeito prometeu pagamento para que ajudassem na ação.

O corpo de Ana Lúcia foi enrolado em um lençol, colocado em um carrinho de reciclagem e levado até uma área de mata na região do setor Santos Dumont, em Goiânia, onde foi descartado.

O suspeito alegou que não teve intenção de matar a vítima. “Nós estávamos brigando, empurrei ela, bateu a cabeça e não voltou mais ao normal”, disse em depoimento. A polícia, no entanto, apura as circunstâncias do caso e aguarda laudos periciais para esclarecer a causa da morte.

O corpo apresentava múltiplas lesões, segundo exame preliminar, e ainda passará por exame de corpo de delito. A investigação também busca identificar se houve agressões anteriores ou outros elementos que possam caracterizar o crime como feminicídio.

Após a prisão do suspeito, ele indicou à polícia quem seriam os vizinhos envolvidos. Os dois também foram localizados e presos. Eles negam participação voluntária e alegam que agiram sob ameaça.

De acordo com a Polícia Civil, tanto o suspeito quanto os vizinhos possuem antecedentes criminais por crimes como homicídio, roubo, furto e lesão corporal.

O caso segue sob investigação, e a polícia deve concluir o inquérito com base nos depoimentos, laudos periciais e demais provas reunidas ao longo da apuração.

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