Categoria mantém mobilização e cobra medidas sobre diesel, pedágios e fiscalização
A ameaça de paralisação dos caminhoneiros perdeu força por enquanto. Em assembleia realizada nesta quinta-feira (19), a categoria decidiu suspender a decretação de greve após sinalizações do Governo Federal e a abertura de um novo canal de diálogo.
O principal motivo da mobilização continua sendo o aumento no preço dos combustíveis, especialmente o diesel, que afeta diretamente a renda dos motoristas. Mesmo assim, a decisão foi aguardar a negociação, com uma reunião marcada para o início da próxima semana em Brasília.
O encontro deve contar com a participação da Agência Nacional de Transportes Terrestres e representantes do governo. A avaliação é que há espaço para negociação antes de qualquer medida mais radical.
Apesar da suspensão, a categoria segue em estado de alerta. A paralisação não está descartada e pode voltar à pauta caso não haja avanço nas conversas.
Entre as reivindicações está a isenção de pedágio para caminhões vazios em períodos de crise, com identificação por meio da suspensão dos eixos. Os caminhoneiros também pedem medidas para conter o preço do diesel.
A categoria defende maior rigor na fiscalização, com atuação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e do Ministério da Justiça. Outra proposta é a criação de um teto emergencial para o combustível.
Entidades do setor também entraram com ação civil pública contra distribuidoras, alegando aumentos abusivos nos preços.
O presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, conhecido como Chorão, avalia que as medidas iniciais do governo representam avanço, especialmente no reforço da fiscalização.
Ele afirma que a próxima reunião será decisiva para incluir ajustes nas propostas, com foco em temas como seguros, limite de peso dos caminhões e proteção da categoria.
O cenário segue em aberto. O governo tenta evitar impactos na economia, enquanto os caminhoneiros mantêm a mobilização e pressionam por respostas rápidas.

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