Jornalista e escritora, Maíra Azevedo aposta na atuação e inspira mulheres pretas com sua trajetória de superação e conquistas.

Com um sorriso contagiante e uma energia vibrante, Maíra Azevedo, mais conhecida como Tia Má, vive um momento especial aos 43 anos. Jornalista, autora do livro Como Se Livrar de um Relacionamento Ordinário e agora atriz em ascensão, ela compartilha suas experiências e desafios em uma conversa aberta. Tia Má, que fez teste para a novela Dona de Mim, próxima trama das 7, aguarda ansiosa por mais uma possibilidade de expandir sua atuação artística.
Arte e representatividade
Maíra começou sua trajetória no jornalismo, mas foi “descoberta” pela arte ao perceber que poderia usar seu corpo e voz para dar vida a novas histórias. “Antes, eu fazia isso pelo jornalismo. Agora, faço pela interpretação. É bom viver essa transição”, afirma.
Sobre a chance de integrar a teledramaturgia, Maíra se mostra otimista. “Fiquei feliz de ser pensada para essa trama, independente do resultado. É uma história que promete sucesso e fala das nossas dores, mas também das nossas conquistas e amores.”
Para Tia Má, o aumento do protagonismo negro no audiovisual reflete anos de luta de figuras históricas como Abdias Nascimento e Ruth de Souza. “Hoje, ocupamos espaços, mas isso é resultado de quem abriu os caminhos antes de nós. Ainda há muito o que fazer, pois se podemos contar nos dedos os negros em destaque, algo está errado.”
Família e legado
Mãe de Aladê Koman, de 16 anos, e Ayanna Luiza, de 4, Maíra fala com emoção sobre a importância de lutar por um futuro melhor para os filhos. “Quero que meus filhos usufruam de espaços que eu ainda não fui. Que tenham orgulho de onde vieram e vejam que lutei por eles.”
Apesar do cenário político e social desafiador, ela mantém o otimismo: “Historicamente, o cenário é hostil para pessoas como eu. Mas precisamos acreditar em dias melhores e seguir lutando.”
Propósito e inspiração
Tia Má celebra a oportunidade de inspirar outras mulheres pretas a acreditarem no próprio potencial. “Quando recebo mensagens de mulheres dizendo que voltaram a estudar ou se sentiram mais belas por causa dos meus conteúdos, percebo que tenho um propósito: fortalecer quem se identifica comigo.”
Com uma carreira em plena ascensão após os 40 anos, ela conclui: “Não existe idade para realizar sonhos. Estou conquistando coisas que nem imaginei, mas sigo sonhando com lugares ainda maiores.”

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