José, de 8 meses, já está em casa e segue com acompanhamento médico para estímulos

José, filho de Nadja Haddad, nasceu prematuro extremo em abril de 2024 – Foto: Reprodução/Instagram @nadjahaddad

A apresentadora Nadja Haddad, de 44 anos, emocionou seus seguidores ao compartilhar detalhes sobre a saúde de seu filho José, de 8 meses, nascido prematuro extremo em abril de 2024. Ela revelou que o bebê enfrentou uma hemorragia cerebral logo após o nascimento, mas que, felizmente, não sofreu sequelas e está bem de saúde.

José passou meses na UTI Neonatal antes de receber alta em novembro. Desde então, segue com acompanhamento médico e estímulos regulares. A apresentadora destacou que a condição foi detectada em grau leve e não interfere no desenvolvimento do pequeno.

Prematuridade e hemorragia cerebral
Em entrevista, o pediatra Miguel Liberato explicou que a hemorragia cerebral, caracterizada por sangramentos dentro ou ao redor do cérebro, é mais comum em bebês prematuros. “Quanto menor a idade gestacional e o peso ao nascimento, maior a chance de ocorrer a hemorragia, visto que quanto mais prematuro, maior a chance de outras intercorrências, como sepse, necessidade de intubação, hipotermia, entre outros fatores que também aumentam ainda mais o risco do sangramento”, esclareceu.

O médico ressaltou que a condição pode afetar até 40% dos recém-nascidos com peso inferior a 1500 gramas e que a extensão do problema varia em graus. “Felizmente, a grande maioria (cerca de 75%) são leves e apresentam evolução favorável sem grandes complicações”, afirmou o especialista.

Evolução positiva
Nadja Haddad relatou que, mesmo enfrentando desafios, o filho tem se desenvolvido bem. Segundo o pediatra, essa evolução é comum em casos mais leves, como o de José. “Além da imaturidade das estruturas cerebrais, os prematuros acabam apresentando maior chance de sepse neonatal, necessidade de auxílio na respiração ou de receber transfusões, entre outras intercorrências. Porém, a maioria das hemorragias cerebrais em prematuros evoluem sem grandes complicações”, explicou o Dr. Miguel.

O relato de Nadja traz esperança para outras famílias que enfrentam situações semelhantes, mostrando que, com cuidados adequados e acompanhamento médico, é possível superar os desafios da prematuridade.7

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