Autor renomado da teledramaturgia brasileira aponta falta de ousadia nas tramas contemporâneas.

O autor Lauro César Muniz – Foto: Reprodução/Instagram @lauro_cesar_muniz

O autor Lauro César Muniz, um dos maiores nomes da teledramaturgia brasileira, completa 87 anos nesta segunda-feira, celebrando a chegada de um novo ciclo com um amor empolgante e reflexões sobre sua carreira e as novelas atuais.

Natural de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, Lauro formou-se em engenharia civil, mas encontrou sua vocação na dramaturgia. Desde suas primeiras peças, encenadas no final dos anos 1950, ele construiu uma trajetória marcante. Na TV Globo, estreou em 1972 com o seriado “Shazan, Xerife & Cia”, e consagrou-se com novelas como “Escalada” (1975), “O Salvador da Pátria” (1989) e as minisséries “Chiquinha Gonzaga” (1999) e “Aquarela do Brasil” (2000). Na Record, foi responsável por “Cidadão Brasileiro” (2006), entre outras produções de sucesso.

Em entrevista ao portal Fãs de Novela, Lauro comentou sobre as mudanças na teledramaturgia brasileira ao longo das décadas. Para ele, falta ousadia nas tramas atuais. A nossa geração ousou, eu fui na onda da nossa geração. Você tinha que ser bom, se não, ficava para trás. Não que as novelas de hoje não sejam boas, elas são boas sim, mas não são atrevidas.

O autor acredita que a competitividade era um estímulo para a criatividade no passado, mas reconhece os desafios dos tempos modernos. Pensa nas novelas que fizemos lá atrás, ousamos bastante. Mas também tinha uma vantagem, nós não tínhamos concorrência. Os autores estão um pouco mais cuidadosos.

Com uma carreira repleta de grandes obras e reflexões sobre o futuro da dramaturgia, Lauro César Muniz segue como uma referência no setor, mantendo seu olhar crítico e apaixonado pela arte de contar histórias.

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