Ator, produtor e empresário teatral foi um defensor das artes, mesmo em tempos de repressão

Orlando Miranda – Foto: Reprodução/Instagram

O ator, produtor e empresário teatral Orlando Miranda faleceu nesta segunda-feira, 9, aos 91 anos. A notícia foi divulgada pela Associação dos Produtores de Teatro (APTR), que prestou uma homenagem emocionante à trajetória do artista em suas redes sociais. A causa da morte ainda não foi revelada.


Uma vida dedicada ao teatro

Orlando Miranda iniciou sua carreira em 1959, após se formar na Escola de Teatro Martins Pena, e dedicou mais de seis décadas às artes cênicas. Em 1963, fundou o Teatro Princesa Isabel, no Rio de Janeiro, ao lado de Pernambuco de Oliveira e Pedro Veiga. O espaço foi palco de marcos culturais, como os primeiros shows de Bossa Nova e espetáculos icônicos como Roda Viva, Trair e Coçar é Só Começar e Um Grito Parado no Ar.

Seu trabalho também foi reconhecido em importantes cargos institucionais: Orlando foi diretor do Serviço Nacional de Teatro (SNT) entre 1974 e 1981 e presidente do Instituto Nacional de Artes Cênicas (INACEN) de 1981 a 1985, períodos em que defendeu a valorização do teatro brasileiro, mesmo sob o contexto da ditadura militar.


Homenagens e legado

Em nota no Instagram, a APTR destacou a importância do artista:
Orlando deixou sua marca como Diretor do Serviço Nacional de Teatro e Presidente do Instituto Nacional de Artes Cênicas, mantendo seu papel de grande defensor das artes cênicas mesmo durante a ditadura militar. Nossos agradecimentos e todas as homenagens a esse ícone que ajudou a construir a história do Teatro Brasileiro. Sentimentos à família e amigos de Orlando.

Nos comentários, seguidores lamentaram a perda:
Figura importantíssima para o teatro carioca. Gratidão por tanto!, escreveu uma internauta. Outro destacou seu papel como conciliador e amante do teatro.

Orlando Miranda será lembrado como uma figura central na história das artes cênicas no Brasil, cujo legado ecoará por gerações.

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