Sob a direção de Fábio Souza, a marca explora maturidade estética com texturas, recortes e formas inovadoras.

À La Garçonne, sob o comando criativo de Fábio Souza, revelou uma coleção que consolida a maturidade estética da marca, mantendo seu DNA urbano e sustentável. Com uma paleta base de preto e branco, o estilista trouxe vida às peças por meio de texturas, recortes e proporções que equilibram tradição e modernidade.
O olhar introspectivo do estilista
Em entrevista após o desfile, Souza comentou sobre o processo criativo: “Essa coleção é marcante para mim, eu olhei para dentro, fiz um pot-pourri de tudo que eu já criei.“ O resultado é uma mistura de sensualidade cosmopolita com refinamento industrial, traduzida em alfaiataria clássica com materiais brilhantes e cortes angulosos que destacam os ombros.
Vestidos, macacões e peças tradicionais, como coletes e saias midi, receberam fendas, laços e shapes com movimento, suavizando o caráter utilitário. Conjuntos quadriculados em alto contraste aparecem tanto em versões joviais, como minissaias com jaquetas esportivas, quanto em estilos mais clássicos, como blazers acinturados com calças de corte moderado.
Sobreposições e toques ousados
Jaquetas curtas com perfume militar foram combinadas a calças amplas de caimento abalonado, criando um diálogo entre rigidez e fluidez. Sobreposições sofisticadas — incluindo saias, vestidos transparentes e casacos bordados ajustados — reforçaram a estética urbana elaborada.
O desfile culminou em vestidos longos com um toque romântico reinterpretado com transparências ousadas, que deram um tom fetichista e atual às peças. Com essa coleção, À La Garçonne reafirma sua posição como um dos principais nomes da moda brasileira, unindo sustentabilidade, legado e inovação.




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