A história inspiradora do menino que sonhava em ser visto e hoje equilibra família, carreira e representatividade

Quando tinha apenas 12 anos, Thiago Oliveira registrou seus sonhos em um caderno. Na capa, desenhou uma televisão com ele próprio dentro, representando o desejo de, um dia, estar em frente às câmeras. Esse era o primeiro passo do jovem de origem humilde, que foi conquistando pouco a pouco as ambições escritas nas páginas de seu caderno. Hoje, aos 40 anos e apresentador do programa É de Casa, da TV Globo, Thiago se orgulha do caminho que percorreu. “Sempre imaginei chegar aonde estou“, reflete.

Sua trajetória é marcada por disciplina e foco, valores que aprendeu com a família. Ele acredita que celebrar as conquistas é essencial, especialmente ao considerar as dificuldades enfrentadas por quem vem de um contexto semelhante ao dele. “Quando você nasce em uma família humilde, é educado a acreditar que falar de conquistas é arrogância. Eu mereço sempre mais diante do que proponho na vida profissional e pessoal, que é entregar a excelência“, afirma o apresentador, que ainda guarda o antigo caderno na casa de sua mãe como um símbolo de sua determinação.

Ao lado da esposa, Bruna Matuti, e da filha, Ella, de um ano, Thiago diz ter aprendido a equilibrar a vida profissional com a familiar. “Minha filha me ensinou a equilibrar o profissional e o pessoal. Antes, eu chegava do Rio e ia descansar, mas hoje não. Prefiro ficar cansado, não dormir, mas estar com minha filha, curtir a família“, revela, destacando que o papel de pai lhe trouxe novas prioridades.

Sua mudança do jornalismo esportivo para o entretenimento foi uma transição planejada e um reflexo do desejo de alcançar mais pessoas. “Sempre soube que o entretenimento iria chegar para mim. Eu abracei a oportunidade e acredito que meu próximo passo já está traçado“, afirma, destacando que a comunicação com o público brasileiro, tão diverso, é um dos maiores desafios e prazeres de sua carreira. Thiago também reconhece o peso da responsabilidade de ser um exemplo de representatividade para outros jovens negros e sente orgulho de poder inspirá-los. “Eu desbravei o caminho sozinho. Independente da dificuldade, estou aqui para fazer acontecer“, conclui, lembrando que essa missão, que já era grande, se tornou ainda mais forte com a chegada da filha.

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