Pedido de manutenção do afastamento por mais 15 dias é negado por maioria de votos, enquanto vereadores argumentam sobre impacto público mesmo em questões pessoais.

Na manhã desta terça-feira (02), a Câmara de Vereadores de Iporá, a 226 km da Capital, rejeitou por 10 votos contra e dois a favor a solicitação de manutenção, por mais 15 dias, do afastamento do prefeito Naçoitan Leite. Este, que está preso desde novembro do ano passado por tentativa de homicídio contra a ex-mulher e o namorado dela, buscava prolongar seu afastamento como estratégia para manter o mandato e evitar a cassação.
Durante a votação, os vereadores salientaram que, embora o crime em questão seja classificado como “pessoal”, sua repercussão na administração pública torna-o um assunto de interesse coletivo. O impedimento do prefeito em exercer suas funções impacta diretamente a vida da população, justificando assim a negativa ao pedido de afastamento.
Dos 13 vereadores, 10 votaram contra o prolongamento do afastamento, enquanto Ronie Costa e Wenio Lima, conhecido como “Pirulito”, manifestaram apoio ao prefeito ao votarem a favor. Com um vereador ausente, a decisão praticamente unânime implica que, embora o afastamento tenha sido negado, Naçoitan Leite não poderá retornar ao cargo devido às restrições judiciais.
Assim, a Câmara de Vereadores deve dar continuidade ao processo de cassação do prefeito. O episódio que levou à prisão de Naçoitan Leite envolveu a destruição do portão da casa da ex-mulher com sua caminhonete, seguida de disparos de arma de fogo. A polícia investiga o caso desde o dia 18 de novembro do ano passado, quando o mandatário fugiu após o crime. Se entregou à polícia cinco dias depois, quando as imagens de segurança registraram o incidente.
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