Investigações da PF apontam para o mapeamento do líder que assumirá o comando da maior milícia do Rio de Janeiro após a prisão de Zinho.

PF procura sucessor de Zinho.

A Polícia Federal (PF) está empenhada na identificação do possível sucessor de Zinho, líder da maior milícia do Rio de Janeiro. O foragido mais procurado da capital fluminense, Luiz Antonio da Silva Braga, entregou-se à PF na véspera de Natal, marcando um golpe significativo contra a organização criminosa.

Os investigadores, imersos no caso, afirmam que o trabalho está “a todo vapor”, com uma análise minuciosa do material apreendido nas recentes operações Dinastia 2 e Batismo. Reconhecem que o grupo está enfraquecido, mas suspeitam que Zinho tenha designado um sucessor e um coordenador das operações antes de sua prisão. Com 12 mandados de prisão em seu nome, o líder estava foragido há um ano e meio, e sua rendição ocorreu após intensas negociações que duraram 10 dias.

O Grupo de Investigações Sensíveis e Facções Criminosas (Gise) da PF, que há tempos rastreia a milícia, agora concentra esforços no desmantelamento do grupo. As operações recentes atingiram os núcleos financeiro e político da organização, envolvendo inclusive a deputada estadual Lucinha (PSD), apelidada de “madrinha” pelos milicianos. No entanto, as investigações indicam que as conexões políticas do grupo ultrapassam essa figura.

A polícia revela que a milícia é uma “dinastia”, anteriormente liderada por Carlos Alexandre Braga, o Carlinhos 3 pontes, e Wellington da Silva Braga, o Ecko, ambos irmãos de Zinho, mortos em confrontos com a Polícia Civil. A entrega de Zinho à PF, sem a participação da Polícia Civil, sugere o medo de morrer como um dos motivadores. As autoridades esperam que Zinho colabore com as investigações em troca de benefícios, enquanto afirmam que a prisão é apenas o começo do desmantelamento da milícia que perdura por duas décadas.

“Essa milícia existe há duas décadas. Estamos desestruturando a parte financeira e a parte política. A prisão do Zinho não muda nada. Estamos apenas começando”, declara um investigador, destacando a determinação das autoridades em enfrentar o crime organizado no Rio de Janeiro.

Deixe um comentário