Defesa afirma ausência de provas e diz que mandado previa apenas busca e apreensão.
O servidor público municipal de Aparecida de Goiânia, Conrado Portugal, foi liberado da prisão neste fim de semana após passar por audiência de custódia. A informação foi confirmada pela defesa, que informou que a soltura ocorreu na manhã deste domingo, 12, mediante alvará de soltura.
A prisão do agente de endemias ocorreu anteriormente, na última terça-feira, 17, quando ele foi um dos alvos da Operação “Mercancia Torpe”, deflagrada pela Polícia Civil de Goiás.
A operação investiga a atuação de agentes públicos suspeitos de envolvimento na comercialização de prioridades dentro dos sistemas públicos de saúde Servir e Sisreg. Segundo as apurações, servidores de Goiânia e de outros oito municípios goianos estariam participando da prática, que consiste na negociação de acessos a serviços que deveriam ser ofertados de forma gratuita e universal.
De acordo com a Polícia Civil, o foco da investigação é identificar como ocorria a chamada “mercancia” desses serviços dentro da estrutura pública, além de apurar a participação dos envolvidos.
Em relação ao servidor Conrado Portugal, a defesa informou que o mandado judicial tinha como finalidade exclusiva a realização de busca e apreensão. Ainda segundo o advogado Dr. Márcio Silva, não houve pedido de prorrogação da medida.
A defesa também afirmou que, até o momento, as acusações divulgadas carecem de elementos probatórios mínimos que vinculem o servidor aos fatos investigados.
O advogado destacou ainda que o processo de investigação e elucidação dos fatos segue em andamento.
Redação: Rose Oliveira

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