Decisão foi expedida após condenação definitiva e determina prisão imediata de Manoel Alencar Neto
A Justiça do Tocantins expediu mandado de prisão contra o ex-senador Manoel Alencar Neto, condenado por abusar sexualmente de duas crianças de 6 e 9 anos. A decisão foi emitida no dia 10 de abril de 2026 pela 1ª Vara Criminal de Guaraí, após o processo transitar em julgado, ou seja, quando não cabem mais recursos.
O documento determina o cumprimento imediato da pena, fixada em 27 anos e nove meses de prisão. Até a manhã de sábado, 11 de abril, o mandado ainda constava como pendente no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões.
Conhecido como Nezinho Alencar, o ex-senador teve atuação política no Tocantins como suplente entre 2005 e 2011, chegando a ocupar o cargo de senador por alguns meses em 2005. Também exerceu mandato como deputado estadual.
O caso que levou à condenação teve início em janeiro de 2016, durante a Operação Confiar, conduzida pela Polícia Federal. As investigações apontaram que os crimes ocorreram contra duas crianças, filhas de um caseiro que trabalhava em uma fazenda do político.
De acordo com o inquérito, os abusos aconteceram de forma repetida entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016, sendo mais frequentes contra a vítima mais nova. A situação veio à tona após o pai das crianças conseguir registrar os crimes em vídeo, material que foi fundamental para a prisão do ex-senador.
Ainda em 2016, Manoel Alencar foi preso, mas em 2017 acabou sendo solto após decisão do Tribunal de Justiça do Tocantins, passando a responder ao processo em liberdade. No mesmo ano, ele foi condenado a mais de 27 anos de prisão.
Com o trânsito em julgado da sentença, a Justiça determinou agora a execução da pena em regime fechado.
A defesa do ex-senador informou que recebeu a decisão com surpresa e afirmou que já está adotando medidas judiciais junto ao Tribunal de Justiça do Tocantins para tentar reverter a ordem de prisão.
Em nota, os advogados destacaram a idade de Manoel Alencar Neto, superior a 76 anos, e alegaram que ele possui estado de saúde delicado. A defesa sustenta que busca garantir a liberdade do ex-senador por meio de novos recursos.
O caso volta a ganhar repercussão com a determinação da prisão definitiva, anos após a condenação, e reforça o desfecho judicial de um processo que teve início com investigações da Polícia Federal e envolveu provas consideradas determinantes para a sentença.

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