Paralisação cresce após meses de negociações sem avanço e pressiona Prefeitura a apresentar solução imediata

A cidade de Santa Helena de Goiás enfrenta um novo capítulo de tensão na área da Educação. Monitoras da rede municipal intensificaram a greve nesta quinta-feira (9), após quatro meses de negociações sem resultados concretos. Mais de 60 profissionais cruzaram os braços e decidiram radicalizar o movimento, cobrando o cumprimento imediato da Lei Federal nº 15.326/2026.

A paralisação escancara um cenário de desgaste entre a categoria e a gestão municipal. Sem respostas efetivas, as monitoras passaram a ocupar espaços de debate e ampliar a mobilização. O recado é claro: a paciência acabou. A representante da categoria, Flávia, resumiu o sentimento geral ao criticar a postura da administração: “Menos reunião e mais ação”.

No centro da crise está a ausência de medidas práticas por parte do Executivo. Uma rodada de negociação com a secretária de Educação, Lara Martins, terminou sem qualquer avanço. As profissionais reivindicam adequações salariais e reconhecimento profissional previstos na nova legislação federal, mas até agora não houve apresentação de um plano concreto que viabilize o cumprimento da lei.

Outro ponto que intensifica a insatisfação é a ausência do prefeito nas negociações. Para as monitoras, a falta de participação direta do chefe do Executivo demonstra desinteresse político diante de uma pauta considerada urgente. Sem interlocução e sem prazos definidos, a categoria decidiu manter a greve e elevar o tom das cobranças.

Enquanto isso, quem sofre as consequências é a população. A paralisação compromete o funcionamento das unidades escolares e impacta diretamente o atendimento aos alunos, especialmente aqueles que dependem do suporte das monitoras no dia a dia.

O impasse deve se arrastar ao menos até a próxima semana, prazo estipulado pelas trabalhadoras para que a Prefeitura apresente uma posição oficial. Caso contrário, a mobilização pode ganhar ainda mais força.

A crise em Santa Helena não é apenas uma disputa trabalhista, é um teste de gestão. E, até aqui, a resposta do poder público tem sido marcada por silêncio, demora e falta de լուծuções concretas.

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